terça-feira, maio 24, 2011

O pensamento positivo funciona mesmo?

Não sou eu que estou questionando. É a Superinteressante. De qualquer forma, eles trazem uns dados que eu, que não havia lido a matéria, já sabia - ou pelo menos já acreditava antes de mergulhar fundo no Projeto AutoAjuda: que o pensamento positivo, sozinho, não faz milagre.

Bom, pelo menos até agora não FEZ milagre comigo. Inclusive, já desmotivei da reeducação alimentar e comecei a engordar tudo de novo, ha ha. Ha ha. Ha ha.  (ainda bem que não era muita coisa)

- Pense positivo, Garoto Enxaqueca!

De qualquer forma, autoajuda não é só motivação e pensamento positivo. Quer dizer, uma busca besta no google mostra que brasileiro, quando procura autoajuda, procura na verdade mensagens de autoajuda, que tem muito mais a ver com frases motivacionais do que com qualquer outra coisa - mas autoajuda é um conceito bem amplo e inclui desde espiritualidade até como ganhar dinheiro, como diminuir sua ansiedade, como mudar sua vida, como parar de procrastinar e todas aquelas coisas que a gente passa anos no analista pra resolver, porque a gente precisa entender o que faz a gente temer o sucesso, o que faz a gente fugir de relacionamentos saudáveis, ter medo de ficar sozinho, amarelar nas horas mais críticas e mais um monte de coisa que é cada um com seu cada um.

A autoajuda TRU te dá fórmulas, passos e dicas para que você vá lá e FAÇA o que tenha que ser feito, MUDE o que tem que ser mudado, sem precisar gastar os tubos na sessão de análise toda semana (sem desmerecer os psicólogos! Pelo contrário... eu estou é desmerecendo a autoajuda). Se funciona? BEM, é isso o que estou tentando descobrir. A análise (reichiana, pra quem se interessar) funcionou muito bem pra mim por uns três bons anos, e até acho que funcionaria bem agora. Mas resolvi tentar a autoajuda. Sabe como é que é, né? Vai que.

E o que o pensamento positivo tem a ver com isso? Bem, pensar positivo é apenas uma parte da autoajuda. E o que a matéria da Super diz é que pessoas mais positivas tendem a se cuidar melhor, que motivação (junto com trabalho, claro) traz resultados e que atitudes otimistas (mais do que o pensamento) tendem a ajudar no bem estar. E a minha tese, aqui, é que quando você ACREDITA mesmo naquilo, você ganha FOCO pra correr atrás do que você quer, o que inclui, por exemplo, parar de dar murro em ponta de faca e se cercar de pessoas certas para que o que você quer aconteça, ou tomar atitudes sensatas para que o que você quer aconteça. O pensamento vira motivação, que vira foco, que vira atitude orientada para um objetivo... e aí acho pouco provável que os tais milagres não aconteçam.

E você? O que acha disso tudo? É por aí mesmo? Ou será que milagres acontecem? Falaê.

5 comentários:

Lili disse...

Oi Lia!

Sabe que lendo seu post sobre pensamento positivo, autoajuda e tal, percebi que isso tudo nada mais é do que caminhos para aumentar sua auto-estima. Porque, no fim das contas, é a auto-estima que faz com que tenhamos coragem para encarar as situações como elas são e confiar que podemos dar conta delas. O pensamento positivo vem quando confiamos em nós mesmos.

É difícil fazer grandes mudanças na vida. Geralmente é bem dolorido, até. Porque mexe com valores e hábitos muito arraigados e nem sempre muito saudáveis, mas que são mais fáceis pra gente. Já fiz mudanças grandes de comportamento que achei que não seria capaz, e a adaptação não é foi fácil. Mas hoje olho pra trás e fico feliz de ter tido coragem de encarar meus defeitos e feito isso por mim.

Boa sorte no seu projeto!

Bjo.

Lia disse...

Ai, Elisa. Sim, é muito difícil. A real é que a minha própria vida precisa de algumas reviravoltas ainda, mas no geral sou uma pessoa com boa base emocional e razoavelmente equilibrada, então os obstáculos são bem menores do que pra alguém que não acredita que pode realizar o que quer que seja.

Você está certa, é tudo uma questão de autoestima, de autoconfiança, de acreditar que você consegue (problema é quando você acredita em coisas realmente impossíveis, né?).

E que bom que você conseguiu fazer as grandes mudanças que você queria. Depois me conta? :)

Beijos!

elisacolepicolo disse...

Tive duas grandes mudanças comportamentais na vida.

Uma delas foi deixar de ser dramática. E, acredite, eu era MUITO dramática. Só que eu não tinha a menor noção disso. Pra mim, tudo o que eu fazia era absolutamente normal. Então um dia, numa briga feia com uma amiga (hoje ex), ela disse que todos tinha dificuldade de dizer não pra mim porque eu fazia drama, não tentava ouvir e entender o lado de ninguém. Fiquei chocada e perguntei pra outros amigos se isso era verdade. E era. Com muito medo eles admitiram, o que me deixou ainda mais chocada. E durante alguns anos sofri com isso, porque me pegava fazendo drama à toa, sem nem me dar conta. Até que, depois de outra conversa difícil com uma professora (hoje amiga) percebi que estava mais do que na hora de fazer essa mudança por mim. Porque quando se faz drama se deixa de ouvir o outro, de entender, e se coloca peso no que não precisa ser pesado. Fazer drama é sofrer sem necessidade. E eu não queria mais ser viciada em sofrer.

Comecei a policiar minhas atitudes e a estimular que as pessoas fossem sinceras comigo, pedindo opinião e sorrindo sempre que ouvia um não. Aos poucos fui acostumando com a idéia e hoje sei que essa mudança fez toda diferença na minha vida.

Não me livrei totalmente do drama (acho que quem já teve um vício vai ser sempre um ex-viciado, né?) mas hoje rola muito raramente e consigo perceber e me desculpar quando acontece.

A outra eu conto em outro comentário, né? rsrs...

Bjo.

elisacolepicolo disse...

Ops!

... todos tinhaM...

rsrs...

elisacolepicolo disse...

A outra mudança foi me aceitar imperfeita. Explico:

Nasci numa família de comerciantes, tipo "servimos bem para servir sempre". E meus pais sempre foram muito, mas muito simpáticos e gentis com todo mundo. Dar bom dia pra todos, me comportar, ser extremamente educada e não incomdar ninguém sempre foi a base da minha educação. Só que isso é não dar brechas na vida para o erro.

Cresci com síndrome de perfeitinha. Me olhava no espelho e acreditava que eu era tudo de melhor que eu poderia ser. Assim eu não precisaria nunca desagradar nem me desentender com ninguém.

Só que isso é uma verdadeira prisão. Eu nunca dizia realmente o que eu estava pensando se eu suspeitasse que isso pudesse causar qualquer tipo de discórdia. Não me expunha. Não me via.

Aí veio "Dogville". Me vi ali, na personagem da Kidman, aprisionada naquele mundo controlado por todos menos por ela, sem coragem de reagir mesmo nas mais profundas agressões e, no fundo, querendo incendiar tudo. Chorei tanto que saí do cinema quase em estado de choque.

Eu não queria aquilo pra mim.

Comecei a tentar me desconstruir, me levar menos a sério, assumir meus problemas e rir de mim mesma. Não é fácil. Mas foi assim que comecei a ser mais feliz comigo mesma, porque hoje me sinto mais leve sobre as minhas limitações.

E quanto começa a dar aquele frio na barriga de me expor, de encarar alguém ou alguma coisa eu lembro que todo mundo acorda descabelado, amassado e com bafo de manhã. ;)

Bjo.

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