domingo, junho 09, 2013

A mágica acontece quando se acredita nela...

...QUÉ DIZÊ. Naquelas, né? Tem que acreditar, sim, mas não APENAS: é acreditar e FAZER POR ONDE. Fazer por onde sem acreditar não adianta muito porque as pessoas veem que você não tem muito tesão no que está fazendo, não acredita no que faz, e não necessariamente darão as oportunidades que você precisa.

Já acreditar *e* fazer *mas* fazer direito, bem planejado = sucesso. Isso é puro Napoleon Hill, e tenho APLICADO na vida.

Vou dar um exemplo bobo: resolvi brincar de cantar no quintal de casa, enquanto meu marido tocava ukelele. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas a coisa começou a crescer - e, por não ser cantora profissional, estava vendo minha voz indo pro saco depois de cada uma dessas cantorias divertidas. Veja bem: sem voz, não dá pra me divertir cantando, certo? Então resolvi procurar me APRIMORAR, pra ver se conseguia usar bem o material. Achei não uma, mas duas professoras sensacionais - uma me dá aulas particulares e outra me dá aulas em trio, com foco em harmonia vocal com as minhas colegas de banda.

Por que falo isso? Porque a primeira coisa que ouvi na aula foi "Isso aqui que eu estou te ensinando é um trabalho. Pessoas vivem disso".

Olha, esse era um investimento que eu estava fazendo para melhorar minha DIVERSÃO. Mas se parar pra pensar, o que me impede que isso vire um trabalho? O fato de que nunca me ouvi cantando sozinha desde que comecei as aulas de canto (meu grupo é um grupo vocal) e não sei se faço isso bem?

Bom, a gente AGARRA oportunidades, né? Pintou um show que as meninas não puderam ir, tive que fazer sozinha. Já tinha feito isso antes, agora depois de alguns meses de aula de canto vai ficar bem melhor [autoconfiança só existe quando você domina o assunto minimamente]. Se não estiver bom, caras, bocas, gestos e dancinhas desviam um pouco da atenção e cativam o público de alguma forma [PNL - como se transformar em algo, imitando-o? Pensa em Carmen Miranda. Pensa nas suas ídolas que cantam e dançam e vamo nessa]. Seja simpática, sempre [básico de ESTRATÉGIA, né? Se teu trabalho é ruim mas você é muito legal, todo mundo dá um desconto]. Aumenta o retorno pra eu me ouvir bem, senão faço tudo fora do tom, e vamos nessa.

A casa estava meio vazia. Dei graças a deus porque, né? Olha a responsa de carregar TRÊS cantoras numa só.

...

...

...e agora só penso em quando vou conseguir fazer isso em ESTÁDIO, porque foi muito, muito, muito bom.

O público aplaudiu TODAS as músicas. O público pagou (mesmo não sendo obrigatório). A banda SORRIA. A gente se divertiu. Meu marido, que é MUITO crítico e MUITO preocupado com a qualidade desse projeto, curtiu. Conseguimos surpreender o público. Conseguimos NOS surpreender. WIN!!!!

(é claro que há pontos a serem trabalhados. sempre tem. vai ter PRA SEMPRE, porque parto da máxima do 'se aprimorar é uma constante - e essa foi só a SEGUNDA vez, né?)

* * *

Ainda não é trabalho. DEFINITIVAMENTE, ainda não é trabalho. Mas é mais um talento que descobri que tenho: o de ENTRETER. Isso pode, sem dúvida, virar trabalho um dia.

* * *

MUITA gratidão às professoras incríveis que me ensinam muito mais do que técnica de belting, canto popular, canto lírico e afins.

* * *

Esse foi apenas UM exemplo do quão mágico foi esse fim de semana. A mágica aconteceu nesse show. A mágica aconteceu visitando a cidade natal e estruturando a mudança iminente de casa. A mágica aconteceu conversando com a tia e percebendo que a mágica sou eu que faço. A mágica aconteceu na festa, quando recebi ótimas notícias sobre um evento que vamos participar em outubro e fechei mais parcerias em potencial. A mágica aconteceu em casa, ouvindo Cab Calloway. A mágica aconteceu no momento NERD de plantio de sementes para colher mais tarde, quando PRECISAR colher. A mágica sempre acontece quando boto o cérebro pra funcionar.


http://youtu.be/YWf5BLUOhNM 

sábado, junho 01, 2013

Prioridades

...essa nova divisão do gmail me fez ver que 85% do que recebo na minha caixa de e-mails não é prioridade.

Eu já sabia, mas VENDO isso, fica muito mais fácil perceber.

Que beleza. Diga adeus à era dos e-mails não respondidos, hã?

Obrigada, Google. De verdade.

sexta-feira, maio 31, 2013

Cantinho do leitor - a Val também precisa de foco


Eis que me deparei com o comentário fofo da Val, do blog Ateliê por um fio, onde ela mostra as coisas lindas que faz em casa pra dar um 'up' nos móveis, resenhas de livros, acessórios de moda graciosos feitos por ela mesma... adorei, Val! Vamos ao comentário?

"Adorei o texto, é o que eu preciso FOCO, mas preciso de foco nos negocios, na dieta, no casamento, na organização...ou seja, necessito de foco em tudo e ta dificil... estou tentandobj" 

Olha, Val, esse problema em estabelecer prioridades eu meio que resolvi. Digo "meio que", porque sempre fui dessas que, pro bem ou pro mal, “têm talento pra fazer o que quiser da vida” e “tiveram total apoio em casa pra ser feliz na vida”. Por sorte, todas as minhas áreas de interesse e aptidão têm algo em comum, e ao invés da tríade ‘preciso escolher entre engenharia, comunicação e medicina’, atuei a vida toda em artes, comunicação, cultura, educação e tecnologia, áreas que têm TUDO a ver umas com as outras, em pares, trios e combinadas ao mesmo tempo. Mas se fui abençoada por uma inteligência acima da média em idade escolar, ao mesmo tempo, nunca APRENDI a sentar a bunda pra estudar. Se fui abençoada por ter pais compreensivos e apoiadores, sempre tive muitas opções, e todas BOAS, dentro das áreas de atuação que eu bem entendesse. Quer dizer: não precisar FOCAR em algo foi uma constante na minha vida inteira, então até hoje peno pra conseguir fazer isso. Consegui resolver o meu problema de foco em TAREFAS, que era uma urgência (senão não conseguiria dar conta de tudo o que queria ou precisava fazer), adotando a metodologia da listinha de prioridades. Consegui resolver o que queria mesmo da vida - e hoje já tenho pistas importantíssimas de como consegui-las. Mas digo “meio que”, porque essa falta de foco foi uma constante na minha vida INTEIRA, então eventualmente eu DISPERSO. E preciso lembrar sempre qual é meu objetivo na vida (ou pelo menos uns três ou quatro objetivos).

Vejo que não é o seu caso (sorte a sua!) e que você já sabe o que é trabalho, o que você quer da vida... saber onde se quer chegar é o primeiro passo!

O segundo passo é mesmo fazer umas listinhas pra se organizar visualmente. Sério. Funciona pra todo mundo.

Foco em tudo não existe. Aprendi a duras penas. Foco é numa coisa só, ou em poucas. Resolvendo uma, você fica livre pra resolver outra. Umas são prioridade. Outras não. Outras são, mas se você não resolver ali, você bagunça aqui. É equilibrar pratinhos mesmo. Então vamos à lista:

Você menciona negócios, dieta, casamento, organização. Vamos lá. Sem a organização, seu negócio não anda. Sem organização, fica difícil gerenciar o negócio, o casamento, e o tempo pra organizar o cardápio em casa e poder levar a dieta a sério. Então vamos resolver a organização, certo?

Listas. Listas. Listas. Adquira o hábito de deixar pronta, de véspera, a listinha com coisas a fazer no dia seguinte. Em papel, pra você RISCAR. Sério. Compre um caderno, um bloco, anote tudo o que você tem para fazer. O que entrou depois vai pro final da lista. A prioridade é matar ESSA lista. Se o que entrou depois for REALMENTE prioritário, resolva LOGO. Não pare enquanto não riscar TUDO. Quer dizer, pare pra comer ou pra fazer coisas BÁSICAS. A sensação de ver itens sendo riscados é muito boa.

Talvez você esqueça de criar a lista. Lembre-se de fazê-la. Adicione lembretes no Gmail, no Outlook. Lembre-se de que em pouco tempo, você terá um novo hábito formado.

Agora temos negócios, casamento e dieta. Você vai virar uma workaholic, dependente de listas. Estabeleça-se limites, pra não ferrar nem com o casamento, nem com a dieta. Risque tudo, mas pare às 18h. Risque tudo, saia feito um trator, mas permita-se ter os fins de semana livres. Se seu trabalho se mistura com sua vida pessoal, estabeleça horários e metas de horas trabalhadas em casa pra passar com a família. Agora, além do foco na organização (que vai melhorar os negócios em 1000%!), você vai ter que dar um passo além: vai aprender trabalhar dentro de um horário restrito. O que quer dizer ‘saber dizer não pra um cliente que não compensa’, ‘saber delegar tarefas que só vão ocupar seu tempo’.

Com isso, casamento e dieta estão resolvidos também. Mas veja bem: uma pessoa que não come NADA pode virar uma chata, ter problemas de estômago e bafo ruim - o que estraga qualquer casamento. Então que tal estabelecer uma meta pequena pra dieta, tipo ‘menos 3kg, e me manter assim por seis meses’? Sem radicalizar. Aposto que você consegue. Como não sou nutricionista, esse é o máximo de conselho que me permito dar. :) Se precisar de uma ajuda, esse livro aqui é ótimo - comprei a versão digital e não me arrependo: chama-se ‘5 ingredientes, 10 minutos’, e é uma mão na roda pra pessoa sem tempo, que quer comer algo saudável e gostoso.

E aposto que vai ajudar na dieta.

Com isso, acho que o casamento também fica sussa.

Qualquer coisa, vem aqui e me conta. E se conseguir algum progresso, me avisa, porque também estou tentando dar um UP nos negócios.

Beijos!

quarta-feira, maio 29, 2013

Prosperidade Vigorosa - e mais foco, mais foco

Então outro dia vi um comentário aqui no blog de um sujeito chamado Cheferson Amaro, do blog Felicidade Geral. Resolvi fuçar mais. O Cheferson e a Lu, sua esposa, mantêm o site com artigos periódicos sobre autoajuda, motivação pessoal, prosperidade e todas essas coisas que ando lendo ultimamente. Provavelmente eles tiram uma grana dos sistemas de afiliados - um de semi-joias folheadas e outro de vendas de e-books não produzidos por eles mesmos, mas 'franqueados'. Não dá pra dizer que é fácil, porque nesses sistemas de afiliados, você não escreve o livro, não fabrica o produto, mas precisa atrair tráfego pra vitrine (seu site) onde o produto está. E pode fazer isso pagando (dependendo da comissão, pode valer a pena dar uns reais pro Google, a título de 'mais links, mais seguidores, mais visitas, seu site vai crescer organicamente em algum momento), trabalhando seu marketing de conteúdo (ou seja, escrevendo artigos pra atrair gente que, interessada por aquilo, pode se interessar pelo produto que você vende) e trabalhando marketing de relacionamento, que foi exatamente o que ele fez aqui no blog - comentando em sites e blogs, mas não apenas: o marketing de relacionamento é, como disse, relacionamento. É investir um tempinho pra ler e fazer um comentário relevante, sem necessariamente ficar fazendo propaganda. Isso te garanto que o cara fez direitinho, porque fui parar no site dele, toda curiosa.

Já estava num movimento de criar redes mesmo, porque curto demais esse projeto aqui, e percebi que não conheço os outros AGENTES do mercado. Outro dia fui procurada pra uma pauta do O Globo e fiquei pensando que legal seria se a galera da autoajuda resolvesse se reunir pra discutir o mercado. Porque é um BAITA mercado, especialmente pra quem faz, pra quem vende - mais até do que pra quem consome (sim, comecei esse projeto achando isso e continuo achando isso). Vi o Blog Felicidade Geral, fucei, cheguei no negócio de folheados, entrei em contato.

Cheferson, isso aí que você vende FUNCIONA? Funciona pra você? Porque eu tento tudo e... até rola. Mas não com essa prosperidade vigorosa aí.

(talvez. talvez essa prosperidade toda já esteja na minha vida, sim, porque ganho direito, trabalho com algo que amo, coloco um vídeo meu cantando no youtube e as pessoas até elogiam, tenho onde morar - e bem -, e acho que morar bem pode querer dizer 'morar em qualquer lugar, desde que você se sinta em casa', sou adaptável, sou criativa, etc etc etc, então já começo com larga vantagem sobre muita gente)

* * *
Não vou entrar em detalhes sobre a resposta, mas, sim, funciona. Também não entrei em detalhes sobre faturamento (especialmente quando a pessoa vende um produto que promete deixar você milionário, é bom que você mesmo seja, certo?). Mas vou entrar num detalhe importante aqui:

"Lia,
Vou te falar duas coisas.
A primeira é que recomendo escolher um livro e se focar
nele por pelo menos 1 ano. Ler uma vez ao mês, e procurar
praticar as técnicas principais ensinadas. Quando você pratica
os resultados aparecem. A questão é disciplina e constância.
Quando eu iniciava uma prática antigamente logo parava.
Com o tempo passei a melhorar muito minha disciplina, se
necessário, recomeçava alguma prática ou estratégia."

(TAPA NA CARA DA SOCIEDADE!)

Não preciso contar a segunda. Vamos nos ater a essa: o cara mal me conhece e sabe que tenho problemas DE FOCO.

Olha, demorou, mas já consegui resolver o problema de foco que me atravancava a vida, que era aquele foco em tarefas. Adotei metodologias para ser mais produtiva (e, assim, aumentar minhas horas livres) e tem funcionado.

Agora, preciso de um foco no meu NEGÓCIO. Veja bem: fiz (e tornei pública) a minha listinha de 'o que já consegui na minha vida desde que comecei esse projeto'. A cada item riscado, um item de 'upgrade'. Detalhes, como valores ou quais são especificamente esses problemas pessoais, são meus e só meus - mas o que importa é que eu sei.

E o conselho do Cheferson?

Vou só dar uma adaptada: no momento, vou seguir DOIS livros e um cursinho, tá? Ó, já é um upgrade. E a ideia, aqui, é

- Focus, do Leo Babauta. Resolvi pegar a versão free mesmo, pra poder andar com ela em pdf no celular, onde for. Vai me ajudar muito a criar o meu PRODUTO.
- Resolvi ir na fonte da autoajuda moderna, no avô de 'O Segredo', e comecei a ler (e já avancei um bocado) 'Quem pensa enriquece', do Napoleon Hill. Decidi fazer um CADERNO de autoajuda - sim, porque sempre tem umas listas pra fazer, umas coisas pra escrever e ver depois, umas metodologias a seguir.
- E entrei no projeto 'De zero a 100 mil em um ano', da Paula Abreu. E o projeto da Paula - e a conversa que tive com ela - merecem um post à parte. Ainda essa semana. E é grande.

E vocês?

Precisam resolver alguma coisa em suas vidas?

Qual é o método de vocês pra dar um basta na procrastinação? E no foco, no sentido de definir "o que quero da vida, do universo e de tudo o mais?". Precisou de análise ou autoajuda tá dando conta?


sábado, maio 25, 2013

Psicologia infantil / Uma coisa de cada vez

Quando eu tinha uns cinco anos de idade, mais ou menos, minha mãe me levou numa psicóloga pela primeira vez. Sabe como é: pais recém-separados, mudança de escola, dentes de leite caindo, vai que tinha algum problema, né?

"O problema dessa menina", disse a doutora, "é que você dá muitas opções pra ela!".

Mamãe sempre foi pró-diálogo. Pra não ser uma mãe autoritária, ela sempre me deixou ESCOLHER. O que, pra mim, sempre foi ótimo, mas será que um pouquinho de firmeza não teria sido mais saudável? A máxima "criança não tem que querer" não existe à toa, certo?

Eu já contei isso aqui: ninguém nunca disse que eu não podia, mas ninguém nunca disse que seria fácil ou me deu de bandeja - sempre tive que pesquisar, me dedicar e bancar minhas escolhas. Mas, por outro lado, minha vida sempre teve otimismo demais - eu podia tudo, sempre tive múltiplos talentos, podia escolher desde que acreditasse, porque tudo daria certo.

Ai, gente...

São tantas opções, tantas coisas pra fazer ao mesmo tempo... e eu tou pagando a conta desse potencial de sucesso todo, sabe? Porque... bem, sabe PATO, que canta, nada, anda, voa, mas a real é que não faz nada direito?

Como lidar? Como focar? 

A resposta está num disco que amo, duns caras que adoro. Com a palavra, Titãs:


Como escolher UM projeto paralelo por vez?

domingo, maio 12, 2013

Projeto AutoAjuda versão 2.0, e a questão do foco

Vocês devem ter notado que ando ausente daqui - quer dizer, se é que alguém notou alguma coisa, já que quando a gente para de atualizar nossos canais, as pessoas também vão se ausentando. Tou por aqui, sim. E pensando um bocado sobre esse projeto.

* * *

De início, minha ideia era tentar descobrir se a autoajuda funcionava. Pra quem? Como assim? Força do pensamento faz alguma coisa? É místico e esotérico? É o universo se movendo? Ou a 'força criadora da nossa realidade' tem mais a ver com nossa própria vontade de realizar coisas, mudar aspectos da nossa vida, e nossa dedicação pra que nossos sonhos se realizem? Aposto nessa segunda hipótese, mas não descarto a primeira. VAI QUE, né? Quem sabe o universo conspirando a nosso favor não é tão somente as pessoas reagindo à nossa atitude positiva? Hein? Quem sabe?

* * *

Desde que comecei o ProjetoAutoajuda, algumas coisas mudaram. Sabe o upgrade de salário que eu queria? Consegui. Sabe os 4 quilinhos que me incomodavam um pouco? Perdi. Sabe o hábito de fazer uma atividade física regular? Consegui. Sabe a tristeza profunda e vontade de jogar tudo pro alto por causa de transtorno de personalidade alheio? Estudei, entendi e contornei. E ainda tem gente me chamando de diva porque canto numa banda de jazz e, modéstia à parte, sei parecer muito elegante. Por tudo isso, agradeço!!! Nossa! E como! Mas e agora? Pra que autoajuda?

* * *

Porque esse universo é fascinante. Porque eu consegui tudo o que eu queria, então porque não querer mais? Por que não continuar pesquisando, estudando, e estabelecendo novas metas e patamares de qualidade de vida? Porque não ir além e falar com quem faz, com quem estuda, com quem se auto-ajudou, com quem também se dedica a motivar pessoas a correr atrás de seus sonhos?

Essa é uma nova fase deste site. Até agora, eu tava só sondando. Agora é hora de fazer algo com todo esse material, todos esses livros e todas essas newsletters, com todo esse conhecimento acumulado. Então vamos lá: vou fazer uma nova listinha com o que eu quero pro próximo período.

* * *

O Cheferson e com a Paula, pessoas incríveis que estão aí MOTIVANDO gente de maneiras muito distintas, mas com pontos em comum, foram extremamente perspicazes e direto ao ponto. Vou falar um pouco mais sobre esse assunto e sobre os trabalhos dos dois, mas basicamente, preciso voltar à lição 1: lá atrás, no dia 27, bati na tecla do FOCO. O foco voltado para a produtividade é mais uma das minhas conquistas dos últimos tempos, mas AINDA é uma questão a ser resolvida.

Bem, o foco agora é resolver meu problema de foco.

Você também tem problema de foco?

Então vem comigo.


domingo, abril 28, 2013

Aceitar sua vida também é uma opção


Eu já tinha postado isso aqui, mas vamos relembrar: ser feliz demanda esforço da nossa parte. Se você não está satisfeito com a vida que leva, fazer o que você sempre faz quando chega em casa (ou não fazer nada) não deixa ninguém mais feliz, mais realizado, em paz com a vida que leva. Tem que quebrar o ciclo. Tem que tomar uma atitude. Infeliz com seu emprego? Procure outro. Tem poucas qualificações? Estude. Não arruma namorado nos lugares que você frequenta? Frequente outros lugares. Tá insatisfeito com seu corpo? Feche a boca e vá se exercitar. Não tá a fim? "Não consigo", "não sei fazer isso", "não tenho disciplina"? Desculpinha esfarrapada: quem quer MESMO, faz.

...mas talvez você precise de algo ruim na sua vida pra usar como álibi. Pra ter do que reclamar. Pra justificar coisas. Normal, meio mundo faz isso. Então abra os olhos, amiga dona-de-casa, e RECONHEÇA que a vida que você leva é exatamente a vida que você quer ter. ACEITE que você não quebra o ciclo porque não quer. ENTENDA que aquele emprego que você não gosta tem seu lado bom (benefícios? plano de saúde? horário flexível?), e pare de usá-lo como desculpa pra viver estressado mesmo depois que você bateu seu ponto de saída. ENTENDA que você não arruma namorado porque se arrumasse um agora, talvez não estivesse disponível pra ele. ACEITE seu corpo como ele é e pare de reclamar que tá gorda (ou magra demais), que o joelho dói, que não tem disposição pra nada. APRENDA a viver com menos dinheiro.

Todo mundo fala muito sobre mudar, sobre tomar atitudes, sobre fazer e acontecer. Mas aceitar o que você tem também se chama 'felicidade'. E isso faz um bem danado.

Beijos e boa semana pra você!

segunda-feira, abril 22, 2013

Ser feliz demanda esforço

A literatura de autoajuda pode ser encontrada onde menos se espera - por exemplo, num site como o Cracked.com, que é aquele repositório de extrema nerdice e cultura inútil, onde aprendo mais história e neurociências do que em toda a minha época de escola (pensando bem, não aprendi neurociências na escola). Mas não é surpresa, certo? Eu já tinha falado aqui que até a revista Superinteressante pode ser pauta para autoajuda - porque tem a ver com neurociência, com comportamento. Um artigo sobre 'como seu cérebro pode te enganar, te fazendo sentir miserável' pode ser pura autoajuda, se você for dessas pessoas que encaram TUDO de forma positiva, como aprendizado, inclusive o tempo que você perde bundeando na internet.

Tá lá:

5 - Seu cérebro se apega às coisas ruins

Aquele clássico do marketing: você é habitué de um restaurante, vai diariamente durante anos, e UMA vez que você é destratado, você passa a odiar o estabelecimento, como se as boas experiências não tivessem acontecido. Você ama sua mulher, existem um milhão de motivos pelos quais você está com ela, ela te dá amor, carinho e faz café, mas UMA vez que vocês brigam é suficiente pra você dizer "você não faz nada pra mim". Todos te acham linda, incrível e diva, mas você acha que está gorda. Já viu isso antes?

Parece que é isso mesmo: nossos cérebros se apegam muito mais às experiências ruins do que às boas. Cerca detrês dezenas de pessoas interagem com a gente todos os dias, mas basta UM de mau humor pra nos contagiar.

Aparentemente, é uma particularidade evolutiva: a gente foca no ruim porque é o ruim que pode nos matar - logo, isso seria uma espécie de autodefesa.

E a autoajuda, onde entra?

Sabendo dessa armadilha, quem sabe a gente se deixe enganar menos por ela. Quem sabe a gente se deixe afetar menos pelas pessoas e situações negativas - assim, nós mesmos deixamos de levar situações negativas aos outros. Quem sabe.

4 - Matar pensamentos negativos apenas os torna mais fortes

Essa você já conhece, né, leitor de autoajuda? Quanto mais você pensa que "não vou me estressar", mais você pensa em estresse. Quando você diz "não vou engordar", seu cérebro lê "engordar", e aí já viu. A afirmação negativa não deixa de ser uma afirmação. Evitar pensar no desagradável faz com que você pense no desagradável.

E agora?


E a autoajuda, onde entra?

Não pense. Viva. Evite pensar nos seus problemas, ruminar seus problemas, reclamar da vida. Concentre-se em RESOLVER sua vida. Tá ruim? Em vez de dizer "eu não ganho tão bem quanto fulano", "eu não tenho um emprego que eu gosto, vou beber pra esquecer meus problemas", que tal dedicar seu tempo livre a trabalhar no que você gosta, fazer um portfólio no que você gosta, focar em resolver a sua vida, ao invés de reclamar - e, assim, se sentir mais miserável, porque só consegue focar na parte negativa da vida?

E se você é realmente adepto da autoajuda e precisa das afirmações pra se manter focado nos seus objetivos, vale aquela dica do "estou em processo de", certo? Eu sei que você sabe que dica é essa.

3 - Tristeza vicia

Segundo a Cracked.com (ou melhor, segundo as pesquisas que eles usam para embasar os artigos), tristeza vicia. Nosso cérebro sente prazer na tristeza - e aí a gente remói, remói e prefere se afundar nela do que sair.


E a autoajuda, onde entra?

Agora que você sabe qual é o mecanismo, que tal viciar em endorfina vinda de um esporte, por exemplo?

4 - A gente prefere se sentir infeliz do que não ter certeza

Essa também é óbvia, não? conforme ficamos mais velhos, não queremos nos arriscar - provavelmente porque quando somos mais velhos é mais difícil arrumar um novo emprego, regenerar ossos... e provavelmente tem alguém que depende da gente.




E a autoajuda, onde entra?

Entra aqui, gente. Porque isso é BALELA. Quer dizer, nem tanto - de fato, as coisas são mais difíceis quando somos mais velhos. Mas não impossíveis. Nada te impede de tomar um passo arriscado, se é pra você não viver infeliz. Claro que não é tão mais fácil do que quando você era jovem, mas com um pouco de planejamento é possível se arriscar, sim, se o objetivo é não viver uma vida de infelicidade permanente.

Entra também nos estudos que o site usa para embasar este item: sim, existem pessoas em cujo universo não existe amor, compreensão e a possibilidade de uma vida feliz. Se esse não é seu caso, autoajuda até vai. Se este é seu caso, recomendo terapia, amigão. Porque amor, ser compreendido e levar uma vidinha bacana está ao alcance de TODOS no mundo. TODOS. O que você precisa é de uma ajudinha (provavelmente profissional) pra enxergar isso.

5 - Ser feliz demanda esforço

Por fim, o item mais óbvio de todos, mas quando a gente está no loop mental da depressão, a última coisa que a gente quer é SAIR dela. O cara que escreveu o artigo da Cracked dá logo aquele TAPA na cara: visualize uma pessoa feliz. Agora visualize uma pessoa deprimida. A pessoa feliz está correndo ao ar livre com um cachorro, sei lá. Tá na praia, tá com os amigos. A pessoa deprimida está chapada no sofá, enchendo a cara de vodka ou de sorvete, comendo, vendo alguma reprise na tevê e...


E a autoajuda, onde entra?

Está deprimido?

Saia do loop. Sim, sair da depressão demanda esforço. É muito mais cômodo ficar trancado em casa um dia inteiro sem fazer nada, mas pense que as pessoas felizes FAZEM coisas. Você passa sua vida inteira fazendo coisas chatas para OUTRAS pessoas, e seu ideal de final de semana é simplesmente não fazer nada?

Você caiu na armadilha do seu cérebro. Você não vai fazer nada, e vai emendar em mais uma semana fazendo algo chato para outras pessoas. Você não vai fazer nada de realmente prazeroso - esse "prazer" na ausência de coisas chatas que seu cérebro sente é uma armadilha - é MUITO mais prazeroso sair de casa, fazer coisas legais, praticar um esporte, fazer coisas que você sente prazer em fazer (sim, eu sei que você gosta de andar de bicicleta, gosta de ir à praia. eu sei que você tem hobbies, você toca um instrumento, você desenha, você escreve. você se sente feliz fazendo isso e seu cérebro ganha uma descarga de endorfina das boas). Isso é ser feliz. Mas ser feliz dá trabalho - tem que levantar, calçar um tênis, tem que se esforçar pra sair do loop 'trabalho todo dia, fazer nada no fim de semana'.

Pois saiba que FAZER coisas que te fazem bem pode te tirar desse loop e tornar seus dias muito mais suportáveis.

Calça um tênis e vamos caminhar, vai.

segunda-feira, abril 08, 2013

Você já tem a vida que você sempre quis ter

Nesse post aqui, lá no início do projeto, eu já cheguei ESCULACHANDO. Porque, claro, todas essas pessoas que dizem que você pode viver uma vida sem estresse, pode largar tudo pra se dedicar à culinária, à música ou a um blog de autoajuda (ahem!) têm um pé de meia que permite que elas façam isso, seja como investimento num novo negócio, seja como sustento por algum tempo até a nova vida dar certo.

Não que a nova vida não requeira uma mudança de padrão. Muito provavelmente, requer. Mas são pessoas que podem cortar viagens, empregada, se mudar pra um lugar com aluguel mais barato... convenhamos, eu já não viajo, já divido a faxina de casa com o marido e nem pago aluguel. Até poderia cortar um ou outro luxo, mas isso não seria suficiente pra garantir a sobrevivência do mês seguinte. Ou seja: bora viver de luz! Pensando bem... não era essa a vida que eu queria.

Mas, pensando melhor ainda, a vida que eu tenho agora é a vida que eu quero. Sabe por que? Porque, no geral, essas pessoas que largam tudo pra viver vidas completamente realizadoras têm a grana pra realizar seus sonhos, mas vivem à beira de um ataque cardíaco. Digo 'no geral', porque sempre tem um sortudo filho da mãe que simplesmente DEU SORTE, mas a maioria rala - e rala muito. Trabalham fins de semana, viram noites, têm trabalhos estressantes - são os que pagam melhor, né?

Eu não.

Meu trabalho tem uma carga de estresse normal - a bem da verdade, bem mais baixa do que quando eu trabalhava em tevê ou publicidade. Eu tenho os fins de semana só pra mim, eu chego em casa num horário decente. Eu não consigo me dedicar a aprender bambolê o suficiente pra viver só disso, ou dança, ou escrever meu livro. Mas será que eu quero largar tudo? Tenho uma vida legal. Um emprego bacana, que me paga direito, tenho uma banda, canto, faço aulas, namoro meu marido, passamos fins de semana com a família...

...largar isso?

Não sei se quero, não.

Talvez, realmente, ter um pouco mais de tempo pra vida pessoal. Mas isso depende puramente dos meus skills não muito funcionais de gerenciamento de tempo. Todo mundo quer a vida que um gato tem, né?


http://youtu.be/sd2ITBMR39Q

Eu tenho a vida que eu queria, que eu tou construindo pra mim. Sem estresse. Sem precisar largar tudo. Que bom.

E você?

terça-feira, março 12, 2013

Peça e será atendido - agora com pessoas reais

Interessante. Estava com o rascunho deste post já há algum tempo. Por coincidência, quando resolvi reativá-lo, foi justamente ANTES de ver esse vídeo da Amanda Palmer no TED:


http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/amanda_palmer_the_art_of_asking.html

Tá, mas o que uma cantora punk independente, mulher de um autor de quadrinhos e livros de fantasia, tem a ver com autoajuda?

Tecnicamente, nada. Mas esse meu post é sobre PEDIR ajuda. Então tem tudo a ver, sim. Veja bem: a premissa básica da autoajuda é que você pode sair da merda com livros, sites e blogs que te dão o caminho das pedras para construir, você mesmo, seu caminho; muitas vezes, estes livros são baseados em experiências pessoais de quem conseguiu e se dispôs a dividir sua experiência pessoal com quem quer que estivesse disposto a pagar por ela (não me espanta que autores de autoajuda fiquem ricos). Mas, até chegar ao ponto de procurar um livro, você, em primeiro lugar, reconheceu que precisava de algum tipo de ajuda.

A autoajuda, como tenho percebido e contei um bocado pra vocês ao longo deste projeto, tem lá seu valor - se não para efetivamente fazer com que você consiga o que você quer, ao menos para te manter motivado a consegui-las, não desistindo dos seus desejos; mas sempre existe um momento em que toda a literatura do mundo não é capaz de ajudar. Nessa hora, você PROCURA ajuda externa.

E na hora de procurar ajuda externa, você tem duas opções: ou você paga alguém, ou PEDE ajuda.

Desculpa me meter, mas - não precisa responder se não quiser - quando foi a última vez que você pediu ajuda? Não aquele "oh, se souber de um emprego nessa área, me fala", porque dificilmente seu interlocutor trabalha com RH, mas aquela ajuda MESMO, que só aquela pessoa pode fazer por você?

E aí? Doeu? Feriu orgulho? Suponho que, na pior das hipóteses, se você não conseguiu a ajuda de que precisava, pior não ficou, certo? Melhor ouvir um "não posso" do que nem tentar (sem tentar é que você não consegue mesmo!). Se é algo que você não consegue fazer sozinho, e se ninguém souber que você precisa de ajuda, como você será ajudado?

Pedir ajuda não é sinal de fraqueza: é de força, mesmo. De coragem. Porque não é fácil admitir em público que temos problemas.

* * *



Existe uma grande diferença entre pedir ajuda e ser inconveniente. Imagino que esta seja uma barreira para muitas pessoas - eu mesma me sinto estranha tendo que pedir ajuda. Como não ser inconveniente?

Você está tomando o tempo da outra pessoa.
Sim, você mandou um e-mail, uma mensagem no Facebook, você ligou pedindo. E o tempo, especialmente o de pessoas que têm alguma espécie de poder, é precioso. Seja criativo para mandar sua mensagem de forma a chamar atenção, e seja rápido. Havendo retorno, você explica com calma qual é o problema.

Seja pessoal.
Não mande aquela mensagem para todos os seus contatos pedindo emprego, pedindo dinheiro ou o que quer que seja - escolha a dedo para quem pedir o que. Afinal, dificilmente alguém que também está na pindaíba e preocupado com seus problemas vai conseguir fazer algo por você. Mostrar que se preocupa, perguntar como a pessoa está, como estão as coisas e como você pode retribuir o favor é sempre uma ótima. E se você não se preocupa tanto assim com a pessoa, não peça. Sério. Por que ele (ou ela) vai se preocupar com você?

Seja sincero.
Se você nunca se preocupou com ninguém, como vai fazer com que as pessoas se preocupem com você? Você pode até perguntar como vai, como está, mas vai soar falso, vai soar interesseiro. As pessoas se mobilizam para ajudar gente legal. Seja legal. E se você não é legal, seja sincero. "Olha, eu tenho sido um cara escroto, mas eu preciso MESMO da sua ajuda". Isso sensibiliza. Aproveite e promova em si mesmo uma mudança de vida e de atitude, porque ser egoísta... bem, existe um nível de egoísmo que é até saudável, mas só é bom até certo ponto, tá?

Seja grato.
Conseguiu? Agradeça. Pode ser com uma recompensa. Pode ser com um abraço sincero, um cartão, flores. Mas agradeça. Agradeça àqueles que tentaram, que divulgaram, aos que tomaram um tempinho pra te ouvir. Agradeça.

Atenção ao tom.
Existem maneiras de pedir que soam como constrangimento. O outro se sente mais coagido a fazer algo do que realmente à vontade para fazê-lo. Evite. Peça coisas factíveis. Vai pedir dinheiro? Ofereça algo em troca, ainda que seja o seu trabalho, um bolo de chocolate, que seja. Vai pedir trabalho? Ofereça um almoço caso você consiga. Alguém está doente e você precisa de doações? Evite apelar com fotos no hospital, pernas amputadas, gatinhos queimados: simplesmente peça. Você não precisa da compaixão de ninguém: você é forte, corajoso e está pedindo ajuda.

Simplesmente peça.

Peça e você será atendido.

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Qualidade no sono é qualidade de vida

Estava lendo outro dia um artigo do LifeHacker sobre dormir melhor e pensando com meus botões: como uma boa noite de sono é importante pra recarregar as baterias e fornecer energia para um dia inteiro e mais um pouco. Como uma noite de sono ruim te deixa mal-humorado, desatento e irritadiço - e já vimos aqui o poder do bom humor e do foco pra uma vida BACANA, pra você conseguir aquela vida que sempre quis, certo?

Já havia decidido, PRA MINHA VIDA, jamais abrir mão de uma noite de sono - esse negócio de chegar em casa às 3h pra acordar às 7h só leva a UM lugar: estresse. Estafa. E não é "ah, é só uma vez na vida" - não. Se me faz mal, eu NÃO faço, ponto. Porque, é verdade, eu não sou o tipo de pessoa que se satisfaz com quatro horas de sono. No meu relógio ideal, preciso entre 7 e 9 horas de descanso para funcionar perfeitamente.

Tudo depende, claro, de um série de fatores. Desde que casei, meu sono tem sido muito dependente da qualidade do sono do meu marido - que é péssima, diga-se de passagem: ele mexe, remexe, levanta à noite, tem síndrome da perna nervosa, sofre de ansiedade (o que gera alguns problemasque pra dormir) e bebe - o que, diz ele, ajuda a relaxar, mas é uma falácia: ele dorme, sim, mas o sono dele fica MUITO mais agitado. MUITO. Ele dorme mas não descansa. E, por tabela, nem eu.

Então vamos falar aqui de sono. De como dormir melhor. Gostaria que ele lesse isso, já que seu sono é muito mais comprometido. Isso aqui é uma mistura de artigos sobre como dormir melhor, misturado com a minha própria experiência - o que funciona pra mim. Vamos lá:

1- Muito se fala sobre o mito das 8h de sono, que tudo depende de COMO você dorme, do quanto você descansa durante o sono, que isso é mais importante do que o tempo em si. VERDADE. Mas se eu fosse você, me deitaria faltando 8h para acordar. Em uma hipótese, você tem 8h de sono e acorda revigorado. Em outra hipótese, você precisa de menos horas de sono, levanta às cinco e meia completamente bem-dormido, e ganha horas do seu dia. Pense nisso.

2 - Se você tem hora certa para acordar - por que trabalha - seja radical nos seus horários de chegar em casa. Aquela escapadinha semanal para chegar de madrugada vai mexer com seus hábitos - e se você tem problemas pra dormir, você PRECISA construir um hábito neste sentido, e até isso ser um hábito, ser algo natural seu, você precisa ser forte e resistir à tentação de quebrar o hábito. Lembre-se: 21 dias consecutivos para construir um hábito, dez semanas para nunca mais largá-lo.

3 - "Mas eu não estou com sono! Vou pra casa por quê?" - Porque se você ficar com sono, só precisa ir da sala até o quarto para dormir IMEDIATAMENTE. Na rua, você tem estímulos que vão te deixar acordado mais tempo, e quando chegar em casa, é mais meia hora, uma hora até dormir - um tempo precioso quando você precisa acordar às sete.

4 - "Ok, eu vim, deitei, continuo sem sono e vou ficar na internet até querer dormir" - Bem, se existe um estímulo poderoso para CORTAR o sono, este é o computador. Uma fonte de luz na cara, mexer mecanicamente no mouse... adeus, sono. Não. Cara... VÁ DEITAR.

5 - Uma cerveja pode te acalmar. Duas já podem, salvo raras exceções, acabar com sua boa noite de sono - por mais derrubado que você fique após uns BONS DRINK, seu corpo gasta energia metabolizando o álcool. Assim, ele te derruba, mas a qualidade do seu sono não é exatamente boa.

6 - Nicotina também é estimulante. Assim como cafeína, aliás. Mas você fuma porque está nervoso e não consegue dormir. MEUS PARABÉNS, você está num loop eterno de estimulantes. Você precisa SAIR do loop: aconteça o que acontecer, amanhã você vai acordar 1h30 mais cedo e PRATICAR UM ESPORTE POR CERCA DE 40 minutos.

Sim. O esporte vai diminuir sua ansiedade durante o dia. E acordar mais cedo vai te deixar com sono ao final do dia (nem pense em café, cigarros e computador pra te deixar acordado - você vai salvar a mãe da forca? Não? Então precisa ferrar com a sua saúde pra ficar acordado POR QUE?).

7 - Ainda assim, você não consegue. Bem, sua última cartada serão os calmantes - aqueles sem receita. Aquelas bombas de maracujá que você acha na farmácia - não o Passiflorine, mas o Ritmomeuran mesmo, que é um concentrado de maracujá pra Roipnol nenhum botar defeito - só que sem a parte ruim da dependência química. Você vai criar um ambiente propício para o sono, na temperatura perfeita, em silêncio absoluto e no breu absoluto. Sim, porque já está cientificamente provado que a gente dorme melhor no escuro do que no claro. E você vai meditar. Vai se deitar e prestar atenção apenas na sua respiração. Toda vez que um pensamento passar pela sua cabeça, corte-o - e pense na sua respiração. Curta o silêncio. Repare que você está deitado. Comece a relaxar os seus músculos, um a um. De olhos fechados, imagine que você balança numa rede. Relaxe os músculos. Preste atenção apenas na sua respiração.

8- Se você ronca ou sofre de apnéia, sinto muito não poder te ajudar. A boa notícia é que existem profissionais que podem. Procure um. O que não dá é para prejudicar sua saúde e acabar com sua disposição para viver plenamente o dia.

Vamos lá. Rumo a uma boa noite de sono, o que significa 'acordar revigorado', ter energia física e mental durante o dia pra fazer seu dia durar quanto você quiser. Oba!

Boa noite! :)

sábado, fevereiro 02, 2013

E se...


E se eu dissesse que, nos últimos anos, consegui me organizar financeiramente, de forma a viver com um orçamento bem restrito por anos, e ter uma vida até bem razoável?

E se eu te contasse que, ao longo desses anos, consegui organizar minha carreira, que não existia há quatro anos atrás - era uma sucessão de empregos técnicos mal pagos - e agora posso dizer que tenho uma carreira, um emprego bacana, e que masterizei a arte de CONSEGUIR empregos, e posso te ajudar nisso, se você quiser?

E se, ainda por cima, você soubesse que acho tempo para hobbies e atividade física. E hobbies remunerados, ainda por cima. Como? Posso te contar (confesso que sem filhos fica mais fácil).

E quando você souber que passei anos da minha vida solteira ou com namorinhos curtos e já faz mais de três anos que estou com o mesmo cara. Problemas? Sim, temos - mas cada vez menos. Estou virando mestra em gerenciar problemas em relacionamento, haha. Quer saber como? Posso te dizer também.
Você me recomendaria para uma sessão de coaching com alguém que tivesse problemas em alguma dessas áreas? Vamos conversar?

sábado, janeiro 19, 2013

Ditado japonês do dia

"Deixe o passado partir com a água".

Sei lá se é japonês mesmo. Está nesse livro "1001 pérolas de sabedoria da ioga". Acho pertinente. E vocês?


domingo, janeiro 13, 2013

Autoajuda, sim, mas... e a ajuda profissional?

Pode a autoajuda botar uma vida nos eixos sozinha?

Minha resposta é "nem sempre". Há pessoas que se sentem motivadas a mudar hábitos e atitudes que elas sabem que não vão levar a lugar algum, apenas lendo e acompanhando experiências alheias. Às vezes, basta uma frase pra acender aquela luzinha, dar aquele insight.

E às vezes nada disso serve pra nada. Você sabe que precisa de método, mas não sabe pra que exatamente. Você não acha que precisa de ajuda, apesar dos problemas constantes de relacionamento, apesar de odiar seu trabalho (ou de não arrumar um), apesar de beber bem a ponto de esquecer coisas, de engordar (ou emagrecer ) demais em um ano, apesar de SABER, no seu íntimo, que algo precisa ser mudado.

A autoajuda pode fornecer insights incríveis para quem está disposto a vê-los, mas não substitui, de maneira alguma, acompanhamento profissional de um psicólogo. Existem pessoas que dedicam suas vidas a estudar gente, comportamento, transtornos de personalidade, traços de caráter. Essas pessoas estão preparadas para nos acompanhar nestes processos de transição, que pode ser bem complicado. Essas pessoas estão preparadas para nos orientar a como olhar dentro de nós mesmos e achar as respostas de que precisamos (ou ainda, nem sabíamos que precisávamos).

A autoajuda não substitui um bom acompanhamento profissional - e por 'bom', digo 'específico para a sua necessidade': existem terapias em linhas diferentes que cuidam melhor de particularidades diferentes. Existe a cognitivo-comportamental, a reichiana, a lacaniana, entre várias outras. Existe a empatia do profissional de psicologia com o seu problema (e a sua com ele). Tudo isso pode ajudar - e muito - no seu crescimento pessoal e autoconhecimento, porque toda a literatura de autoajuda combinada pode ser BEM rasa mesmo em casos pouco complexos (imagine em casos de pessoas com problemas REAIS). Então fica aqui a minha dica: se você procura autoajuda porque sabe que precisa de ajuda, que tal uma ajudinha externa, vinda de um profissional? Se você sabe e quer ser ajudado, já é meio caminho andado para facilitar incrivelmente o SEU processo de autoconhecimento e crescimento pessoal.

(fiz análise por cerca de três anos. Reichiana, que foi uma linha ótima pras minhas necessidades naquela época. Não que eu fosse maluca ou tivesse problemas sérios - muita gente pensa que análise é coisa de gente desequilibrada - nem é. Mas fazer análise, naquela época, me deu respostas para coisas em mim mesma que me incomodavam, com as quais eu não sabia como lidar. Porque é isso, né? Não sabemos lidar muito bem com nós mesmos, temos um certo receio de nos conhecermos a fundo. Fiz, foi ótimo e hoje, bem resolvida em muitos aspectos da minha vida, estou pra voltar - outra linha, outra situação, outro trabalho - pra resolver outras coisas. Recomendo. O valor costuma ser alto, mas há planos de saúde ou atendimentos universitários possíveis par a maioria das pessoas. Recomendo MESMO um trabalho profissional, se você quiser ter bases pra SE ajudar).

quinta-feira, janeiro 03, 2013

Começando os trabalhos

Motivação: embora não tenha expediente hoje, acordei às seis pro pilates DO MESMO JEITO. Yay!

Motivação 2: duas horinhas de internet e RUA! Furar parede, limpar o chão depois, fazer comida, , sair pro ensaio. YAY!

Exercício de mentalização - trabalho em grupo: saca BOZÓ? Aquele personagem que tá mais preocupado em mostrar o crachá, em tirar onda porque é aspone ("ah, mas é da Globo!")? Agora transpõe pra vida real. Não precisa ser só no seu trabalho, não: pensa naquela criatura que passa o dia tirando onda por estar onde está, mas fazer um bom trabalho, que é bom, necas. Na criatura que tira onda de pertencer a um time, a um grupo, mas quem faz o trabalho difícil na equipe são sempre os outros. 

Agora afasta mentalmente essa pessoa da sua vida. Não, não pense nel@. Pense na sua vida SEM essa pessoa, mesmo. Pense no grupo, no time, sem el@. Isso. Faça seu trabalho como se aquela pessoa NÃO estivesse ali, NÃO fizesse parte do todo. Aí a coisa flui.

* * *

Estou avançando na leitura do tal 'Poder sem limites: o caminho do sucesso pessoal pela programação neurolinguística'. O livro parte do princípio de que você pode fazer o que você quiser com excelência, desde que:

a) descubra o que seu 'modelo' fez para chegar lá;
b) aprenda a se portar como os mestres naquela área (movimentos, trejeitos, etc), copiando ações e crenças;
c) a partir daí, seu corpo começa a introjetar que você REALMENTE faz aquilo;
d) além do mais, movimentos, força muscular, etc etc etc, também fazem parte da técnica, afinal;
e) e quando vê, está fazendo.

Mas peraí? E aprender a técnica? Isso funciona pra TUDO? Tudo MESMO? Aprender a técnica não é o princípio básico para fazer? Se você aprende, você faz! Como assim, pular a etapa do aprendizado? 

Bom, duvido um bocado que isso funcione pra TUDO, mas pra algumas coisas acho até que a técnica não é totalmente desprovida de sentido, veja bem:

Imagine que você quer ser um exímio guitarrista. Você já sabe o básico, mas agora chegou a hora de virar um [insira seu guitarrista favorito aqui]. Então você acredita que pode, e passa a analisar todos os movimentos do cara. E a fazer igual.

Isso te TRANSFORMA num exímio guitarrista, não? Porque boa parte do ofício é dedilhado e strumming. E se você estuda os trejeitos necessários pra produzir aquilo com perfeição, automaticamente você estuda como FAZER aquilo com perfeição. Mesma coisa com a culinária. Com a dança. Até mesmo com a escrita - você começa a usar melhor as palavras, escreve mais, lê mais, produz mais.

Bom, isso aí é um resumo BEM rasteiro da técnica usada no livro. Tem mais. E eu tou testando pra três coisas diferentes (vocês podem imaginar, mas acho que só digo aqui que funcionou quando realmente funcionar). :)

* * *

O resultado da furação de parede nova você pode ver aqui embaixo - acabei de instalar o suporte desse prato lindo de calavera da Airumã, ilustrado pela minha amiga talentosíssima Mariana Mansur:


Muito amor pra vocês em 2013, gente!

terça-feira, janeiro 01, 2013

Em vez de desejar um 2013 sensacional...

...que tal fazer um ano fabuloso? Tomar as rédeas da sua própria vida e domá-la de forma a botar seus planos em prática, fazer acontecer o que você quer que aconteça. E, em caso de adversidades - que sempre podem acontecer -, lidar com elas de maneira construtiva, aprendendo, levantando e se fortalecendo.

Esses são meus planos pra 2013 e meu desejo pra vocês: que VOCÊS façam o ano que vocês querem.

Estão comigo nessa? Pretendo dar umas dicas interessantes aqui - de como fiz do meu 2012 um ano rico em amor, em autoestima, em grana e em realização pessoal - e de como pretendo continuar esse movimento em 2013.

Vamos nessa. Vem comigo?


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