segunda-feira, outubro 31, 2011

Reconhecendo padrões

Interessante este artigo do lifehacker intitulado "Como ser seu próprio terapeuta e resolver os problemas mais facilmente administráveis". Eu jamais recomendaria que você não procurasse ajuda profissional, porque esses caras são muito mais treinados do que a gente. Além do mais, é bom termos um acompanhamento do nosso progresso e alguém para orientar quando a gente "trava" durante o processo de autoconhecimento. Mas o ponto do artigo é o seguinte: você precisa aprender a reconhecer padrões.

Já ouviu uma máxima que diz que se o problema é recorrente, talvez esteja em você?

 

Pense nos seus relacionamentos fracassados: a culpa é toda dos seus ex ou sua, que segue o padrão de se envolver com pessoas que não estão 100% disponíveis pra um relacionamento? E se você segue esse padrão, que tal se perguntar por que? Será que é você que não está preparado para se envolver emocionalmente com alguém, por isso procura pessoas que não estão a fim? Será que você tem outras prioridades na sua vida, por isso arruma esses relacionamentos mais ou menos?

Pense no emprego do qual você reclama todos os dias: o problema é do emprego ou é seu, que está lá, todo dia engolindo sapo, atuando sob cargas de estresse altíssimas e servindo de esparro para pessoas que ganham 3x mais do que você? Será que você gosta do que faz? Será que não é hora de tomar uma atitude e procurar algo melhor?

E se você não acha emprego, já mandou centenas de currículos e não foi nem chamado para uma entrevista, o problema é do mercado ou é seu? O que você está fazendo de errado? Será que não falta qualificação, será que seu currículo está bem montado, será que o salário que você quer é compatível com sua experiência?

E o que dizer das suas finanças que são um caos? Sim, o custo de vida aumentou, mas o que explica que pessoas que ganham a mesma coisa que você conseguem juntar uma grana, conseguem terminar o mês no azul... alguma coisa VOCÊ está fazendo de errado. Que tal reconhecer os padrões e se esforçar para mudá-los?

* * *

O artigo dá o caminho das pedras:

1 - Interrogue-se como se você fosse um jornalista. Pergunte quem, o que, onde, quando, como e o por que do seu problema.
2 - Que tal agora comparar respostas e tentar achar relações entre elas?
3 - Quando você conseguir relacionar e achar padrões nas suas respostas, comece a considerar maneiras de substituir seu comportamento-padrão (que faz com que as coisas deem errado) por algo um pouco mais razoável, ou tente descobrir como se tornar confortável com as situações equivocadas (por exemplo, aceitar que é esse o emprego que você tem, ou aceitar que você não está a fim de se envolver emocionalmente no momento).
4 - Seja paciente. Perceber o problema é relativamente mais fácil do que implementar uma solução. Mudanças de comportamento precisam de tempo e perseverança.

O artigo vai além - um, ele alerta para o falso reconhecimento de padrões. "Ah, sempre foi assim, todas as vezes que fiz isso o resultado foi x", fobias, teorias conspiratórias e afins não se aplicam. Estamos falando de reconhecer padrões que você até agora não reconheceu, e não de uma dieta milagrosa ("ah, toda vez que comi melão antes do almoço, emagreci"). O artigo também menciona que a neurociência explica o não-reconhecimento de padrões -, vale a pena ler na íntegra. Se inglês não é o seu forte, vale a pena ver esse post véio aqui sobre cursos de inglês gratuitos e online.

...e bora reconhecer padrões e nos esforçar para mudá-los? Isso faz bem.



sábado, outubro 29, 2011

Motivação

Amiga dia desses pediu um post especial no Projeto AutoAjuda: diz ela que anda desmotivada ultimamente, em especial com a faculdade. Amiga estuda, trabalha, é casada e está prestes a entrar no retorno de saturno, aquela fase da crise dos pré-trinta que os astrólogos atribuem a saturno e os céticos dizem que é apenas a crise de quem vai fazer trinta anos e ainda não fez nada de relevante na vida - não que ser uma pessoa legal e querida não seja relevante, mas a gente fica vendo Brian Wilson fazendo o Pet Sounds aos 23, uma galera milionária antes dos trinta e a gente aqui, de vagabundagem no Facebook, com um emprego que a gente não sabe se é isso o que quer pro resto da vida (agora eu já sei, mas aos 27 eu não sabia mesmo), às vésperas de descobrir o que motiva a gente.

Uma coisa é certa: não é um post em um blog que vai fazer a amiga encontrar sua motivação. No meu caso, foram necessários uns bons anos de análise para descobrir que... que minha motivação estava exatamente em todas as coisas que eu sempre quis e, por algum motivo, batia cabeça com trabalhos / namorados / hobbies equivocados, quando tudo o que eu sempre quis estava lá, na minha frente, esse tempo todo. Lembro bem do meu terapeuta rindo da minha cara com meus sonhos recorrentes com cinema, com minhas histórias com uns sujeitos que hoje graças a deus são passado, e hoje tamos aí: quando eu era criança, queria ser escritora e hoje tou aqui, escrevendo pra vocês; queria cinema e entretenimento na minha vida, sempre levei jeito pra comunicação, e hoje tou aqui, ó, trabalhando com algo que amo; idealizava o 'homem da minha vida' tão parecido com o homem que hoje está na minha vida, que chega a assustar. Se falta algo na vida? Claro que falta! Não é assim que a humanidade evolui? Mas as coisas que me faltam, hoje, me motivam a correr atrás para conseguir, e não o contrário. Elas não tiram minha motivação.

O que tira minha motivação é perceber que não estou fazendo o que queria. Em 2004 ou 2005 eu tinha um emprego legal, ganhando direito, com perspectivas de crescimento, rodeada de pessoas legais, e o que é mais curioso: com relação com o que faço hoje. Mas não era a mesma coisa. Fui pra lá acreditando que seria uma coisa e era outra (pra ser mais específica: o discurso era de educação. a prática era de treinamento. o discurso era de qualidade e inovação. a prática era de fórmula pronta). Consegui inovar, consegui mudar alguns paradigmas e saí de lá pra quebrar a cara na indústria do entretenimento e para chegar onde estou hoje, numa posição muito parecida com a que estava naquela época, mas... hoje entendo o treinamento e a importância da fórmula pronta. Às vezes o que não te motiva hoje pode te motivar amanhã.

O que me mantém motivada é pensar no fim. Já falei isso aqui uma vez. Acordou desmotivada com o emprego? Pensa que é ele que te permite pagar suas contas e, eventualmente, comprar um aparelho de som fodaço ou fazer um curso interessante. Amiga tá desmotivada com a faculdade? PENSA NO DIPLOMA, em como vai te permitir fazer uns concursos interessantes ou te dar credibilidade na sua área. Agora... a desmotivação é diária? Se você não está fazendo nenhum tipo de acompanhamento psicológico regular...

...vale a pena tirar uns minutos por dia pra pensar na vida: todos os dias, meia horinha pra pensar no trabalho, na faculdade, no casamento, na vida que você está levando. Nossa sociedade valoriza o diploma, mas e aí? É isso o que você quer fazer? É essa a carreira que - agora - você quer seguir? (veja bem, você ainda pode mudar de ideia várias vezes na sua vida. nada é pra sempre).O emprego te dá mais estresse do que alegrias? Então é hora de planejar mudanças (e acho até que isso merece um post à parte) - seja mudar de emprego, de marido ou de faculdade, ou... bem, essa é difícil mas é incrivelmente válida:

mudar a maneira como você se relaciona com o trabalho, com o marido, com a faculdade ou o que quer que seja que não te motive agora. É acordar todos os dias e falar pra si mesma "ok, são só 4 anos. Vamos nessa. É pro meu bem". É acordar todos os dias e pensar "ok, são só 8h enquanto não arrumo algo melhor" (e vai tratando de procurar algo melhor em paralelo). Ou ainda "ok, são só 8h, mas eu vou sair daqui direto pra aula de dança/pro caderno de desenho/ pro blog / pro baile / pro cinema / pra minha câmera fotográfica / pra câmera de vídeo e OBRIGADA, TRABALHO, que me permite ter um tempo livre para as outras coisas que gosto de fazer e alguma verba pra investir na minha carreira paralela". Sei lá. É uma alternativa. Mas lembre-se de agradecer diariamente, porque emprego não tá fácil pra ninguém.

...e enquanto faz uma autoanálise da sua vida (recomendo enfaticamente o acompanhamento de um profissional especializado nisso, hein?), trate de descobrir o que te motiva. No dia em que descobri que dança me motivava, saí da vida de escrava branca na TV. Mas você pode descobrir que ter dinheiro te motiva, então você vai acumular três empregos de uma vez. No dia em que percebi que estudar mais ajudaria a aumentar minha renda e me permitiria dançar bem mais despreocupada num futuro não muito distante, entrei no modo motivação para os estudos, suspendi as aulas de dança ("são só dois anos! são só dois anos!") e me dediquei full time a sair do "superior completo" para o "pós graduado". Mas ainda acho que arte me motiva. Por isso dedico sempre um tempinho ao desenho, às costuras, à música. Só que também acho que ajudar os outros me motiva, então é por isso que estou aqui, escrevendo.

Espero ter ajudado.


Tem mais motivação aqui: projetoautoajuda.blogspot.com/search/label/motivação .

E lembre-se:


http://www.despair.com/motivation.html - Despair.com: desmotivando as pessoas desde quando, mesmo?


Você não vai achar motivação num post de blog de autoajuda. :)  Mas você pode tentar encontrar alguns caminhos para dar um fim ou mudar sua relação com o que não te motiva, ou achar o que te deixa motivada.Way to go. Qualquer coisa, grita.

sexta-feira, outubro 21, 2011

Botando as finanças em dia

Aqui em casa é difícil. Marido é gastador, apesar de ganhar pouco. Eu sou bem mais regulada, mas não necessariamente organizada. E até muito recentemente, não tinha hábito de guardar dinheiro (até porque não havia salário suficiente).

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Ultimamente, tem sido possível. Não muito, é verdade, mas alguma coisa. Alguma pão durice é necessária, e o hábito de pensar a médio/longo prazo também. Já fez as contas de quanto você gasta numa saída à noite? Bebida + algo pra comer + táxi + entrada para algum lugar. Pois é. Agora multiplique por 4, caso você goste de sair toda semana, e veja o ROMBO no orçamento. Você quer MESMO fazer aquela viagem nas férias, mas não ganha um salário que é lá essas coisas? Então você vai ter que optar, infelizmente. Marido não optou durante o ano todo, apesar dos meus apelos, e agora periga eu ir sozinha. Ele tem menos de um mês para contornar algo que, se tivesse se planejado durante o ano... estou torcendo! Estou ajudando! Mas, gente, entendam que planejamento é fundamental.

* * *
Você usa homebanking? Acabo de descobrir que o do meu banco faz um rastreamento - assustador, é verdade, mas usado para uma boa causa - de tudo o que compro no débito. Não que eu já não soubesse que o rastreamento é possível, mas a boa causa é a seguinte: existe uma ferramenta de planejamento de finanças, que me dá todas as movimentações financeiras agrupadas por tipo (comunicações, lazer, casa, etc), mostra quanto eu tenho nos investimentos (por enquanto, apenas poupança e fundo de renda fixa LP. A previdência será aberta em breve). Ou seja, eu não tou pão-dura porque não tenho dinheiro: eu evito gastar porque estou guardando para a viagem, para o imóvel, para quando tiver filhos, para a aposentadoria. Sacou?

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A sua relação com dinheiro precisa ser boa, sabe? Se você tem um salário mensal, você tem dinheiro - só que direciona para as prioridades erradas. Ficar dizendo "não vou fazer porque não tenho dinheiro" atrai não ter dinheiro. Você TEM. E você entende que a Lei da Atração não é papinho de autoajuda, e sim atração de energia mesmo. Então, sabendo quais são os seus gastos fixos, básicos e dos quais você não pode abrir mão, aplique TODO o resto logo no começo do mês, de preferência em dois investimentos: um de fácil resgate, para emergências, e um fundo futuro. Mesmo. Você precisa disso, especialmente se você ganha menos do que você gostaria de ganhar - imagina se aposentar com seu salário, tendo que gastar 5x mais com remédios, hã? Você não quer isso. Nem eu.

* * *
Tem também a técnica da carteira, que aprendi no livro "Peça e Será Atendido" (um bom livro de autoajuda, aliás). Ter dinheiro na carteira é bom pra evitar a fala "não tenho dinheiro". Você TEM. Mas prefere gastar de outra forma.

* * *
Por fim, lembre-se sempre de que cheque especial não é um dinheiro SEU e deve ser ignorado sempre que possível, parcelar no cartão só vale a pena a compra pode ser quitada em poucos meses (pra você não ficar pagando juros) e que duas saídas noturnas de 50 reais cada por semana geram, por mês, 400 reais a menos na sua conta, que poderiam ir direto para um plano de previdência ou um fundo de investimento. Um bom par de sapatos pode até ser considerado um ativo, considerando que ele realmente vá melhorar sua aparência e, assim, contribuir para uma maior remuneração. Uma saída noturna com o propósito de fazer networking pode ser considerada um ativo, desde que você tenha algum lucro decorrente dela (sim, você precisa botar no papel quanto você gasta e quanto você gahou com isso - se você está há meses gastando e ainda não obteve retorno, pense seriamente em aplicar seu dinheiro de outra forma).

Daqui a uns seis meses, consigo dizer pra vocês se essa educação financeira toda está funcionando... e vocês conseguem me dizer se adianta pra vocês também!

sábado, outubro 08, 2011

Mantra antiprocrastinação

Caro leitor, talvez você precise disso. Se você tem perfil no facebook, aliás, você certamente precisa disso. Repita comigo:

Só por hoje, não vou fuçar perfis alheios na internet.
Só por hoje, caguei baldes para o que semidesconhecidos fizeram ou estão pensando, e vou viver a MINHA vida.
Só por hoje, vou escrever um texto, ler um livro, fazer um curso online grátis do MIT ou qualquer outra coisa mais produtiva do que pular de perfil em perfil, comentando e clicando em 'like', até descobrir que horas se passaram e eu não fiz nada do que deveria ter feito.
Só por hoje, vou produzir o meu próprio conteúdo.
A vida alheia não me interessa, a menos que seja a das pessoas que eu amo de verdade e de quem realmente estou com saudades.
Um ou outro, vá lá. Mas eu tenho mais o que fazer. E VOU fazer.

Funciona, caro leitor. Funciona. Chega uma hora em que é automático, você simplesmente é capaz de entrar na internet apenas para ter pauta ou para comentar as interações que fizeram com você. Um dia, você será capaz de comentar e curtir conteúdos e informações realmente relevantes, boas dicas de música, boas piadas e boas resenhas, em vez de apenas curtir que fulano foi marcado na foto de sicrano.

Acredite. É possível desintoxicar.
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