domingo, setembro 09, 2012

Mais sobre a repetição de padrões

Já falei aqui antes sobre a repetição de padrões. Sobre como a gente entra num loop de atitudes e ações muito similares, sobre como a gente se mete em relacionamentos iguais (e reclama de todos eles sem perceber que o equívoco está na NOSSA atitude). Mas existe uma outra repetição aí: a dos outros, que a gente aprende e repete (ou não). Gerações e gerações fazendo a mesma coisa, e a gente vai lá e se espelha neles, seja por admiração, seja porque simplesmente você não conhece outro comportamento. A maneira como você lida com seus relacionamentos é a maneira como sua mãe (ou seu pai) lidava? Você consegue reconhecê-los em si mesmo? Rapaz... eu consigo. E confesso que é porque não aprendi de outra forma. Não que isso seja necessariamente ruim. Você pode ser um cara íntegro porque seus pais são. Você pode ter aprendido o conceito de responsabilidade ou a valorizar o trabalho com seus pais. Não há nada de errado nisso. Acontece que, às vezes, nos metemos em situações nocivas porque não aprendemos a lidar de outra forma. Aliás, muitas vezes nem percebemos o quanto estamos nos fazendo mal. A sorte é que, eventualmente, alguma geração aprende e quebra o ciclo, vai lá e faz diferente. E passa para seus filhos, que aprendem, enfim, outro comportamento, diferente do que vem sendo herdado há décadas. Repetir padrões nos dá segurança (e, mal ou bem, a quem convive com a gente). A questão é: que padrões vamos repetir? Será que conseguimos enxergar isso e quebrar, quando necessário? Taí algo a se pensar...

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