segunda-feira, maio 09, 2011

Como largar seu emprego e viver do que você ama?

Antes de mais nada, não é que eu queira. Não agora. Mas é que fico lendo essas histórias de gente que trocou a vida corporativa por mais tempo com a família e lembro que 8 entre 10 autores de blogs e livros de autoajuda, desenvolvimento pessoal e afins falam da busca da felicidade, que você deve fazer aquilo por que é apaixonado, que você deve montar seu próprio negócio, ou viver uma vida minimalista, ou simplesmente dar adeus ao seu emprego chato, que não tem nada a ver com você e...

...e que paga BEM, né?

Você nunca leu histórias de altos executivos que tiraram um ano sabático e, na volta, descobriram o prazer da culinária? Ou do alto executivo que, depois de sobreviver a um infarto, repensou sua vida e chegou à conclusão que deveria trabalhar 5h por dia e se dedicar à yoga e à família? Ou da executiva que resolveu largar o emprego para se dedicar full-time à maternidade e hoje é bem mais feliz assim?

Todos eles têm uma coisa em comum: podem se dar ao luxo de largar seus empregos porque têm dinheiro guardado o suficiente para o sustento por um tempo até o novo negócio dar certo, ou têm maridos que podem sustentar a casa ou... você entendeu meu ponto: você, classe média, proletário, de carteira assinada e que não mora mais com a mãe não pode se dar ao luxo de 'dar adeus ao seu emprego chato e que paga mal' sem passar um bom tempo sem pagar as contas de luz, telefone, gás, sem tomar banho, sem comer, sem cortar o cabelo...

Ou seja: não é o meu caso. Provavelmente também não é o seu.

A menos que...

...bom, a menos que você já esteja se planejando pra isso. A menos que você use seu tempo livre e não-remunerado para trabalhar no seu negócio, na sua empresa. A menos que você abra mão dos fins de semana ou de chegar em casa e descansar pra investir em um negócio paralelo, e que seu negócio paralelo um dia comece a render frutos. O que você não pode é simplesmente 'parar para se dedicar à sua própria vida e trabalhar sendo você mesmo'.

Ou...

...bem, há quem tenha a coragem e a determinação necessárias pra fazer isso assim mesmo. Posso apostar que esses viventes passaram perrengue por algum tempo.

Vocês têm alguma história de gente que largou emprego pra se dedicar aos seus talentos, aos filhos, a ser feliz SEM PÉ DE MEIA nem MARIDO OU MULHER QUE SUSTENTE A CASA, e conseguiu viver bem com isso, sem passar fome ou ter que vender tudo em casa pra ganhar uma grana? Conta aí, vamos dividir experiências. Eu acho difícil, mas talvez não seja impossível. Vai que existem casos de sucesso. Vai que.

* * *

Talvez você goste deste post aqui, no meu outro blog.

Talvez você se inspire pela incrível história da executiva que desistiu de seu empregão para ser feliz na vida ou com o Middle Finger Project, um site de uma garota como eu e você, que aparentemente está conseguindo viver (bem!) de escrever e planejar estratégias digitais, que é o que ela ama fazer.

sexta-feira, maio 06, 2011

Praticando o zen

Bom, já passou BEM da hora de marido chegar da aula, o que quer dizer que ele não veio direto pra casa. Deve ter feito um pitstop no boteco sem me avisar - ou seja, LEVEI BOLO.



E aí, o que vocês acham que vou fazer?

a) Fico puta da vida porque eu fiquei em casa feito uma burra cozinhando pra quando ele chegasse, quando poderia ter saído pra dançar? (não sei se vocês sabem, mas amo dança de salão - só não tenho feito aulas ultimamente porque o trabalho e a pós já estão me deixando surtada o suficiente)

é... não posso negar que fico putaça nessas horas. Mas, gente, olha o desapego: EU TENHO MAIS O QUE FAZER. No mal, no mal, já adiantei o almoço de amanhã. Então vamos à opção b:

b) adianto trabalho da pós e, como havíamos combinado, assisto Big Bang theory e namoro bastante. Certo?

Errado. Namorar sem ele é impossível.

(ah, qual é, eu sou uma mulher de princípios e valores, dada ao respeito... e se de UMA coisa eu tenho certeza é que o pitstop no boteco não envolve mulher) 

De qualquer forma, ainda não atingi o zen total nessa área. Ainda não acho que precise aceitar levar bolo e, pior, não ser avisada a tempo de poder mudar a programação. Porque tem gente que acha tranqs, né? Ah, o cara só vai ali e já volta, nem tá com mulher, deixa ele. Eu não. Eu quero ser avisada pra poder ir ali também.

E aí, amiga dona-de-casa? Isso também acontece com vocês? Como faz? Alguém tem dicas de autoajuda pra esse tipo de situação no relacionamento? Como ser uma mulher superior e não dar a mínima pra essas coisas? Hein? Hein? Hein?

quarta-feira, maio 04, 2011

2 meses de projeto: resumo

Gente, continuo firme e forte no Projeto AutoAjuda! Já são 2 meses de projeto e, bem...

...acho que posso dizer que ainda falho miseravelmente estou no caminho certo para resolver os itens 'finanças' e 'tempo livre' (senão eu conseguia atualizar isso aqui com mais frequência essa semana, certo?).

Mas vamos lá: pelo menos há trabalho, há amor, há tesão, há família, há música, há nota alta nos trabalhos da pós, há saúde e, por tudo isso, sou imensamente agradecida. Sério. Não é papo de autoajuda não. Serião.

E pra completar, há autoestima.Yay! quer um pouquinho aí? Aqui tá sobrando a ponto de quase virar narcisismo! o_O

* * *

E você? Tem agradecido as coisas boas da sua vida ultimamente?

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