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domingo, novembro 18, 2012

Raiva: como lidar com a SUA?

Todo mundo sente raiva, e isso é perfeitamente normal e saudável. O que não é saudável é o comportamento destrutivo, quando a raiva é descontada em coisas ou pessoas (outras pessoas ou o próprio raivoso, aliás), ou quando a raiva gera atitudes maiores do que as que a situação realmente merecia (o que, aliás, frequentemente acontece).

Esbarrei aqui nestes dois artigos bem interessantes da Dra Marilda Novaes Lipp sobre o assunto. O primeiro fala especificamente sobre raiva, sobre como lidar com ela antes que gere reações agressivas (que, como sabemos, podem ter consequências desastrosas).

Sentir raiva por algum motivo é ok. O que não é ok é quando essa raiva começa a gerar sensações físicas. Cabeça esquentou, coração bateu mais rápido, respiração ofegante, sensação de sufoco? ATENÇÃO: quando o corpo começa a se sentir assim, a tendência é descambar para uma reação agressiva - e reações agressivas... bem, muitas vezes quem tem não escolhe as ter - mas quem sofre os efeitos dessa reação, muito menos. Logo, cabe a quem está sujeito a essas reações controlá-las. O que nos leva ao segundo artigo, uma abordagem cognitiva do stress. Porque se você está sujeito a ter reações agressivas em momentos de raiva, muito provavelmente é seu corpo que está permanentemente em situação de stress. E, como toda fonte de stress, tem muito mais a ver com como você lida com as situações do que com a situação propriamente dita. Em vez de botar a culpa no trabalho, na mulher, no tempo ruim, preste atenção no pronome: você se sente preso, você se sente desestimulado, você se sente sobrecarregado. Captou a sutileza?

No artigo da dra. Marilda Lipp sobre raiva, a autora mapeia esses três momentos: o momento em que você recebe o estímulo externo e o interpreta como um pensamento gerador de raiva, o momento em que você SENTE a raiva de forma física e o momento em que você finalmente explode. E é você que precisa mapear esses três momentos em si mesmo - justamente para evitar uma explosão. Você precisa reconhecer que está com raiva ANTES que ela gere esse desconforto físico, porque é o desconforto físico que levará a uma atitude agressiva - contra você, contra os outros, contra coisas, nenhuma dessas opções é boa.

E aí você precisa entender, e essa é a parte mais difícil, que "algo só se torna um evento 'desencadeador' pela interpretação que você dá a ele". Lembra o que te falei sobre botar a culpa nos outros? Há quem interprete o stress no trabalho como "desafio". Há quem interprete palavras alheias simplesmente como palavras ("ah, essa aí tá louca, tá de tpm, não vou dar trela"). Há quem, ao perceber que vai ficar sem grana, arrume bicos em vez de ficar ruminando "estou fodido". TUDO é uma questão de como você lida com os fatos. Eu já tinha dito isso aqui.

Você não vai entender isso durante seu acesso de raiva. Você precisa entender isso na sua vida. As chances de que suas manifestações de raiva não agridam nada ou ninguém fisicamente, a partir do momento em que você entende isso, são grandes. Porque quando você entende que tudo é a SUA interpretação, você já vai lidar com seus fatores geradores de estresse de modo diferente, e as chances de que uma hora você esteja a ponto de explodir são mínimas.

Mas você AINDA NÃO ENTENDEU, senão não chegaria aqui procurando por "como lidar com a raiva". É todo um processo. Comigo, aconteceu depois de uns anos de análise. Você pode e deve procurar ajuda profissional, aliás. Mas você ainda está num blog de autoajuda, então se seu próximo acesso de raiva acontecer enquanto você ainda estiver no meio desse processo, lembre-se das dicas preciosas da dra. Marilda Lipp:


  • Seu coração já está batendo mais rápido? A cabeça já está quente? PARE E PENSE, por mais difícil que seja, que você corre o risco de ficar doente. Hipertenso. Que quem mantém a calma mantém o controle. E que você tem plena capacidade de assumir o controle das suas emoções.
  • Respire. Inspire. Expire. Devagar. Consciente do processo que você quer interromper antes que alguma situação mais grave 
  • Uma coisa que ajuda, obviamente não durante o acesso, mas na sua vida, é canalizar a raiva para modos construtivos - fazer esportes, caminhar, dançar, libertar endorfina de modo positivo - e constante. Caminhar uma vez por semana não faz muito efeito, não. Vai fazer um esportinho leve diariamente, vai.
  • E aí, quando já tiver controlado o processo, aí sim você pode resolver seu problema de cabeça fria. 

terça-feira, julho 24, 2012

Não se deixe afetar pela torcida contra!

O que fazer com as pessoas que não torcem por você? Sim. Elas existem e estão em todos os lugares.

Sabe quando você tem uma notícia incrível e sempre tem alguém que orienta a não falar pra todo mundo? "Senão não acontece", dizem. Bom, existe uma coisa prática sobre isso, que é o seguinte: não se dá notícia que ainda não aconteceu, porque ela pode NÃO acontecer.

Não é necessariamente uma relação de causa e efeito. É simplesmente uma questão de não criar um factóide que pode não rolar - e aí você fica ali, dando explicação, dando satisfação desnecessária sobre sua vida. "É, táva grávida mas perdi", "É, ia viajar mas não rolou". É chato. É muito chato. Só isso já seria motivo suficiente pra gente evitar sair contando coisa que não está 100% certa.

Mas tem também o fator "gente que torce contra". E o fator "gente que torce contra" influencia sim, e muito - por mais incrível que isso possa parecer.

Se você é mais cético do que eu, você não acredita em olho gordo. Você não acredita, como eu, que alguém com inveja influencie a sua vida - porque você provavelmente não acredita nessa história de energias e afins. Balela, certo? Mas, acredite, uma pessoa torcendo contra vai fazer de tudo para você acreditar que o que você quer está errado. Vai sempre ter um "mas...", um porém. Vai tentar fazer você se sentir culpado porque tem dinheiro, porque tem sucesso, porque tem um bom emprego. Nunca viu isso?

- Que ótimo pra você! Já eu... não tenho a mesma sorte!
- Que ótimo pra você! Está preparada pra engordar 30kg e perder noites de sono?
- Que ótimo pra voce que você tem o emprego que você queria! Acordar depois das 9h, agora, nem pensar, né?

Tudo sempre tem um lado ruim, seja pra você ou seja para a própria pessoa, que não fica 100% feliz por você porque, pra ela, que se compara a você sei lá por que motivo, as coisas "não acontecem".

Se se eu fosse você, não cairia nessa.

Ninguém tem o direito de te puxar pra baixo. Ninguém tem o direito de NÃO ficar feliz quando VOCÊ está.

Isso aconteceu ultimamente? Bom, mostre isso aqui para essa criatura:

http://projetoautoajuda.blogspot.com.br/2011/07/como-tornar-seu-dia-inesquecivel-parte_13.html

Especialmente o item sobre autenticidade, lá embaixo. Porque o fato de você ser bem sucedido não quer dizer, necessariamente, que para os outros não vá sobrar nada. Pelo contrário - felicidade não é um bem durável e limitado - todo mundo pode sentir.

Seu sucesso incomoda porque o sentimento de "ei, por que isso não acontece comigo?" invade o outro. E só existem duas respostas possíveis pra essa pergunta:

1 - Porque você não procurou. Ou pelo menos não tanto, não nos lugares certos, quanto o vivente pra quem as coisas aconteceram.
2 - Porque você não queria mesmo. Volte lá em cima no tópico sobre autenticidade. Se você quisesse MESMO, teria corrido atrás, teria procurado isso para a sua vida. Ficar incomodado porque o OUTRO conseguiu é pura besteira.

Sabe, a gente é um bicho muito competitivo - o que, salvo em casos de esportes, capitalismo selvagem ou reality shows, é quase burrice. Aliás, mesmo em capitalismo selvagem (só os fortes sobrevivem, sabe?), tem lugar pra quase todo mundo, porque sempre vai ter um nicho não explorado ou sistemas de cooperação de serviços complementares. Você não tem que competir com seu ex sobre quem arruma alguém primeiro - e nem se sentir preterido pelas forças do universo se não foi você que esqueceu o outro mais rápido. Você não tem que competir com seu marido sobre quem ganha mais, porque o outro ganhando um bom salário significa que a vida em casa VAI melhorar. Você não tem que sentir inveja do seu amigo que conseguiu algo que você também queria porque talvez você nem quisesse mesmo - se quisesse, teria corrido atrás, teria se dedicado a isso. E se você correu atrás e se dedicou, quem sabe ter alguém no lugar que você queria não te incentiva a se dedicar mais? Quem sabe ter alguém próximo no lugar que você queria não te ajuda com dicas para chegar lá numa posição ainda mais confortável?

Amigo de verdade te puxa pra cima e te incentiva a realizar seus sonhos.

E ainda que a torcida contra não leia isso e não se ligue de que torcer contra é péssimo - basicamente porque é sempre muito melhor se cercar de gente bem sucedida que pode te 'puxar pra cima', então quanto mais coisas boas acontecerem às pessoas à sua volta, melhor - é bom você entender para se proteger de gente que, na verdade, não quer que você evolua. Eles querem você ali, na mediocridade, sei lá por que - por medo de que você os abandone? Por pura invejinha? Vai saber o que se passa na cabeça das pessoas.

- Ah, vou cortar gente nociva da minha vida!

Bela decisão, mas às vezes, é alguém com quem você tem que conviver, por algum motivo. Então o que você precisa ter em mente é que esse papinho de "oh, que bom pra você, mas não acho que vá ser tão bom" ou "oh, que bom pra você, e enquanto isso eu fico aqui na merda" nem sempre é consciente.

*paf!*

Sério. Fulana pode jurar que só quer o seu melhor, e tenho certeza de que só quer mesmo. Muitas vezes, o mimimi pela felicidade alheia é um mecanismo de autodepreciação da própria pessoa.

Você, enquanto 'o feliz que não quer ver sua felicidade afetada por más energias alheias', vai sempre lembrar disso e não vai cair nessa, não vai se deixar afetar.

E você, se estiver no lugar da pessoa que está se sentindo mal pela felicidade alheia, aprenda de uma vez por todas: não caia nessa armadilha, você também. A felicidade alheia deveria, sim, te inspirar a correr atrás da sua, ao invés de se autodepreciar por não ter você chegado lá.

Entendido?

Então rumo ao SEU sucesso. Se você torce contra, intimamente, faça um esforço para enxergar o lado bom do sucesso alheio. Se você está encarando uma torcida contra, não se deixe afetar e tenha em mente que tudo o que você tem é mérito seu. Okay?

Vamos lá.

quarta-feira, julho 04, 2012

Dona Irene completou 98 anos. E você com isso?

Bom, dona Irene é minha bisavó, que chegou aos 98 anos esses dias, lúcida, inteiraça - quer dizer, escuta mal, vê mal e anda com dificuldades, mas, CARAS, ela está 100% lúcida. E goza de boa memória. E bom humor. E nenhuma doença que a obrigue a fazer visitas frequentes ao médico, como muita gente com metade de sua idade.

O segredo?

Amor, a bisa me confessou. Nunca teve desafetos. Está longe, muito longe, de ser uma senhora resmungona (como eu já sou aos 34). Tem filhas que a amam, tem netos, bisnetos. Tem o programa do Padre Marcelo, e quer você acredite ou não, acreditar em algo (especialmente em algo que te dê algum conforto) é sempre bom. E tem as amigas da igreja.

Tá, podemos creditar boa parte dessa saúde e longevidade ao fato de que, durante boa parte de sua vida, dona Irene nunca soube o que raios era um computador. Quando a qualidade de vida começou a cair, o trânsito começou a ficar inviável e as fronteiras entre casa e trabalho já não existiam mais, graças a dispositivos que, feitos para facilitar nossas vidas, criam mais dependência e estresse do que qualquer outra coisa, Dona Irene já havia se aposentado há tempos. Dona Irene curte um rádio e uma tv. “E o que que eu faço com tanto amor que vocês me dão?” -- aproveita, dona Irene. Aproveita. :)

E você?

Você, amigo leitor, procure amor na sua vida. Evite o estresse, a escravidão dos aparelhos. Quando estiver no trabalho, faça-o com prazer, pensando nas coisas boas (como o $$$ no final do mês ou o plano de saúde) que ele te dá. Quando não estiver, vá ler um livro, vá escrever um livro, vá passear, viver a vida. Sem dependência de aparelhos eletrônicos, sem a necessidade de compartilhar tudo o que você vê ou faz. E com amor. Amor próprio, amor à família, amor às coisas boas.


Funciona. Taí minha bisa, que não me deixa mentir.

sábado, novembro 12, 2011

A responsabilidade é toda sua!

=
Esse desenho do Felipe Guga ilustra muito bem o que penso sobre isso. Quando eu fazia análise, cheguei (a duras penas, mas cheguei, e foi ótimo) à conclusão de que a minha felicidade independia de outras pessoas ou circunstâncias, mas de mim mesma. Imagina, você tá lá, na merda, porque levou um pé na bunda. "Ele me fazia feliz". MENTIRA. Ele fazia coisas pra você e você ficava feliz com as coisas que ele fazia. Entende a diferença? Ela fica mais clara quando você se lembra daqueles momentos em que tudo está bem e você está infeliz do mesmo jeito: você tem um emprego que todo mundo inveja, mas você não está satisfeito. Você tem uma mulher linda, inteligente, independente, incrível, um partidão, mas você não está apaixonado e, a bem da verdade, nem está muito feliz com o relacionamento. Não há nada de aparentemente errado na sua vida, mas você não está feliz. Então você entende que a felicidade está dentro de você, e isso é MÁGICO, porque te permite ser feliz mesmo quando a vida não está lá como você gostaria que estivesse (veja bem, se fosse um fator externo você estaria feliz quando as coisas estão bem e infeliz quando não estão, certo?).

* * *

E aí vamos além. Porque, assim, você descobre que, na verdade, não é só a sua felicidade que está em jogo, mas tudo na sua vida. Sua vida é o que você quer que ela seja. Mais uma vez, difícil pensar nisso quando você está na merda, mas raciocina comigo:

a) tudo o que você faz da sua vida é responsabilidade sua;
e b) independente do rumo que sua vida tome, é tudo uma questão de como você lida com as adversidades (ou venturas)

Se você me disser "eu vim de uma família pobre e não tive oportunidade de estudo", te respondo com algumas histórias verídicas de pessoas que se deram bem na vida - sujeito que pegou 12 reais emprestado, montou uma banquinha de balas e doces e ficou milionário dando palestra, um outro que dormia na rua e fazia uns bicos, mas as horinhas na lan-house pra estudar para um concurso foram cruciais para ter um emprego decente e uma casa, e por aí vai. Essas pessoas FAZEM. Saindo do campo das oportunidades, tem o irmão da minha amiga que tem down, é faixa preta de judô e acaba de rodar seu primeiro longa como ator. Tem aquelas pessoas que enfiam na cabeça que vão perder 60kg e não apenas perdem como mudam suas vidas, seus hábitos, encontram novos prazeres e até novas fontes de renda.

É tudo uma questão de determinação, de como você lida com sua vida, do quanto você realmente quer as coisas que você quer. "Ah, mas se hoje eu lido de tal forma com isso, é porque meus pais me criaram com liberdade/com restrições / me batiam / me deram amor demais / whatever". BULLSHIT. Pare de ficar terceirizando a responsabilidade do que acontece na sua vida. Sim, você é produto da criação dos seus pais, e isso justifica muita coisa. Mas, ao mesmo tempo, você pode romper com esse cordão umbilical a qualquer hora que você bem entender, e usar a criação que você teve para justificar apenas a parte que você acha boa ("ah, eles me deram educação, por isso sou assim").

* * *

Ninguém controla sua felicidade, além de você. Ninguém decide sobre sua vida, além de você. E isso é mágico, porque te permite tomar as rédeas dos seus sentimentos, da sua vida. E aí tudo muda, se você quiser (eu, por exemplo, digo que adoraria perder uns 6kg, mas não vou abrir mão da sobremesa depois do almoço nem vou acordar às 6h pra correr na praia, então a real é que eu aceito que não quero mudar muita coisa na minha vida, que anda bem boa. quando quiser, mudo).

terça-feira, maio 17, 2011

Agradeça as coisas boas!

'365 Grateful' era um projeto de fotografia: Hailey Bartholomew estipulou uma meta de tirar uma foto por dia de algo que a fizesse feliz ou agradecida. Para isso, Hailey criou um grupo no Flickr, site de compartilhamentos de fotos, o que inspirou outras pessoas a fazer o mesmo. Hoje, o projeto cresceu, mudou a vida de muita gente, ganhou o reforço de Toni Powell e está prestes a virar um documentário.

Se você tiver disciplina para registrar diariamente as coisas pelas quais é agradecido, faça. Diz a autora do projeto que encontrar todo dia algo por que agradecer melhorou - e muito - vários aspectos de sua vida. É aquela coisa, né? Se você pode ser agradecido por algo, é sinal de que existem coisas boas à sua volta, e isso torna qualquer vida melhor, porque você passa a lembrar das coisas bacanas, dos presentes que a vida te dá, e a focar NESSAS coisas, nesse sentimento de gratidão e felicidade. No caso dela, que transformou sua gratidão em um projeto artístico, certeza de que isso ajudou na divulgação de seu trabalho, o que pode ser traduzido como 'mais trabalho, melhor pago' e todas aquelas coisas. E ainda ajuda a ver a vida com outros olhos... olhos mais otimistas.



As fotos acima são de autoria de Hailey Bartholomew, que autorizou a reprodução aqui no blog (thanks, Hailey!). Tem mais aqui:


Bom, eu não tenho disciplina pra desenhar, escanear e postar algo, ou fotografar, ou até mesmo escrever diariamente. Você talvez também não tenha. Ok. Quando você lembrar, anote. Verbalize. Fale pra alguém. Lembrar das coisas legais da vida faz a gente se sentir bem, e se você se sentir bem todo dia, mesmo que seja por uns minutinhos... já é bom.

HOJE

  • Hoje eu agradeço pela família incrível que eu tenho. São pelo menos 4 gerações de gente amorosa, divertida, inteligente... minha mãe, meu pai, as pessoas com quem meus pais escolheram se casar, meus irmãos incríveis, minhas tias e tios, a primaiada toda, as avós e a bisa. Cara, é muito amor nessa vida.
  • Meu maridão, meu companheiro, tanto amor que eu sinto por ele (e estou sendo recompensada pela minha persistência, haha), e que de quebra veio com um sogro e uma filha que são o máximo.
  • Tenho um emprego razoavelmente estável, que paga as minhas contas e me permite dormir tranquilamente (e eu trabalho fazendo algo que gosto).
  • Moro num lugar confortável, de uma maneira confortável e sou MUITÍSSIMO agradecida por isso
  • Sou extremamente grata por ter saúde e por ter um cérebro que funciona MUITO BEM
  • Agradeço a existência do suco de melancia, da Mulher Maravilha, da bala Juquinha, dos filmes mais recentes do Jean Pierre Jeunet, do bambolê, do ukulele e do lindy hop.

E você? Agradece o que?

segunda-feira, abril 25, 2011

Como espantar o mau humor e ser feliz


Por mais estressante que seu dia a dia seja, ninguém precisa reclamar o tempo todo. Dá pra ser feliz, sim – é tudo uma questão de atitude positiva e de aprender a saborear as pequenas delícias à nossa volta.

1Gentileza gera gentilezaFATO. Basicamente, é a lei da ação e reação funcionando também nas relações humanas:  você sorri e dá bom dia, seu interlocutor retribui. O contrário também é verdade – do mesmo jeito que mau humor contagia, um sorriso genuíno levanta o astral do ambiente. Pense nisso e deseje um bom dia sincero para as pessoas à sua volta. 
 
2Abaixo o "mimimi"A grana acabou ainda no início do mês? As contas não param de bater? Alguém na família está com um problema de saúde? Lembre-se: mau humor não vai resolver nada para você. Pelo contrário. Contar seus problemas para amigos chegados é ok, mas ficar reclamando e resmungando pelos cantos atrai uma certa antipatia alheia. Mesmo que seu problema seja sério.
 
3AgradeçaEm vez de focar no que você não tem, que tal agradecer as coisas boas? Exercite a gratidão: você tem algo para comer, você tem onde dormir, você tem saúde? Você tem um emprego? Você tem a oportunidade de estudar? Seja grato por isso! Verbalize. Mantenha um diário de gratidão pelas coisas boas. Lembre-se de agradecer todos os dias.
 
4AutocontrolePolicie-se. Sério. Toda vez que você pensar em algo negativo, lembre-se novamente das coisas pelas quais você agradece diariamente. Se você se sentir compelido a reclamar da vida, pare antes de começar e pense nas coisas boas.
 
5Cuidado com a felicidade passageiraTem gente que bebe pra esquecer. Tem gente que joga. Tem quem faça arte, tem quem reze: sim, estamos falando das válvulas de escape e dos confortos momentâneos. Arte e religião lhe dão conforto para a vida. Já os vícios trazem um conforto momentâneo… Que passa. E aí você acorda e vê que está tudo igual. Em vez de apelar para uma válvula de escape passageira, que tal agir para que sua felicidade seja duradoura? Se você sabe o que lhe faria genuinamente feliz, por que não correr atrás?
 
6Faça exercícios físicosExercícios liberam serotonina e endorfina, hormônios que trazem bem-estar. Junte isso à sensação de estar ao ar livre e… Que tal uma corridinha ou pedalada matinal, antes de sair para o trabalho? Pode fazer milagres para seu humor!
 
7RomantismoVocê tem uma cara-metade? Proporcione uma noite romântica para o casal. Você não tem uma cara-metade? Seja romântico consigo mesmo! Um banho relaxante, aromaterapia em casa, um jantar especial… Você merece!
 
8Mas, se estiver muito difícil...Se for muito difícil manter o bom humor, lembre-se de sentir prazer com pequenas coisas. Sim, elas existem! Um cãozinho fofo, um sorvete de doce de leite, uma cerveja gelada bem saboreada, cheiro de alho refogado, um abraço do filhão ou da cara-metade, um telefonema para a avó. Um vídeo divertido, uma música da qual você goste. Repare na paisagem, repare nas pessoas, tente ver o mundo com outros olhos. Descubra lugares na sua cidade que você não conhece, tente desenhar mesmo sem saber, estimule sua criatividade.
 
9Um dia de cada vezLembre-se: ver a vida com bons olhos pode virar um hábito! Todos os dias merecem atitudes positivas. Experimente e observe o resultado!

quinta-feira, abril 14, 2011

Como se amar mais

Baixa autoestima é um problema mais comum do que você pensa. Se você acha que não merece algo bom, provavelmente é assim que será tratado pelos outros… Vamos acabar com isso? Que tal aprender a enxergar a pessoa incrível que você é?


Você vai precisar de:
  • Um dia só pra você
  • Lápis e papel
  • Acompanhamento psicológico
  • Amigos de verdade
  • Tempo


Passo a Passo

1 Entenda a sua necessidade
Primeiro, você precisa entender que o velho clichê do “se você não se ama, as pessoas não vão lhe amar” é real. Se você mesmo não se valoriza, como você quer que as pessoas acreditem que você é o máximo?

2 Conheça-se

É difícil você amar algo que não conhece direito. Para isso, você precisa se conhecer bem: olhe-se no espelho, anote o que gosta e o que não gosta (não apenas na aparência física, mas em tudo!), tente achar motivos para agir assim ou assado, pergunte para sua família. Tire um tempo só para você.

3 Pode consertar alguma coisa? Então conserte!
Você está se achando feio? Que tal um tratamento de pele, um novo corte de cabelo ou algo que faça com que VOCÊ goste da sua aparência? Lembre-se de que quem tem que se amar mais é você mesmo! Você se acha incapaz de conseguir um bom emprego? Já pensou que talvez você seja muito melhor fazendo outra coisa? Que tal listar o que você sabe fazer bem e correr atrás disso? E aquela pessoa que você acha que é sua cara-metade só lhe trata mal? Entenda de uma vez por todas: se lhe trata mal, não é sua cara-metade. Não insista. Você não nasceu para sofrer, viu?

4 Cuide-se!
Cuide-se por dentro, por fora, cuide do seu lar, cuide da sua cabeça. Vá ao médico, mantenha as unhas feitas, deixe a casa arrumada… Não tem aquele ditado “quem ama, cuida”? Cuide de você.

5 Liste seus pontos positivos... e foco neles! 

Eu sei que você faz coisas legais, que você tem algo de bom aí. Você também sabe. Faça uma grande lista com todas as coisas pelas quais você merece elogios! E toda vez que você estiver se sentindo para baixo por algum motivo, releia essa lista e lembre que você é incrível.

6 Confie nos seus amigos
Um grande amigo ou alguém da sua família pode ter o poder de lhe colocar para cima. Saia com alguém cuja opinião você respeite, peça conselhos. Amigo de verdade vai lhe ajudar a sair dessa… e vai elogiá-lo (a) pelas suas qualidades!

7 Se, ainda assim, for difícil, procure acompanhamento psicológico

Tem também aqueles estados de falta de amor-próprio recorrente, que são mais complicados. Quando aqueles momentos em que você se pergunta “Por que isso sempre acontece comigo?” são frequentes, é hora de entender o que você está fazendo de errado – e, muitas vezes, você faz porque não se ama o suficiente e aceita se submeter a situações que lhe fazem mais mal do que bem. Nesse caso, frequentar um psicólogo ou analista faz um bem danado. Se você não tiver dinheiro para pagar um, aproveite que você está na internet e procure por “atendimento psicológico gratuito” + o nome da sua cidade, ou por escolas de psicologia. No começo, pode ser meio barra desenterrar várias coisas sobre você que estavam esquecidas, mas não desista! Para se amar mais e enxergar a pessoa brilhante que você é, vale tudo!

8 Atitude!

Amor-próprio é uma questão de atitude. Olhe para a frente. Sorria. Você está se cuidando, você mudou seu visual, você está investindo em coisas que lhe fazem bem… Aja como alguém que se ama. Agir como alguém que se ama é um excelente passo para chegar lá!

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