Ando firme e forte nessa questão da autoestima, pois acho mesmo que ela está na origem de vários dos nossos problemas (quando ficamos presos a relacionamentos falidos, quando nos sentimos 'fracassados' profissionalmente, o medo de crescer, a autosabotagem...). Muita coisa poderia ser resolvida se acreditássemos em nós mesmos, se nossa auto-imagem fosse positiva.
Então resolvi fazer a pesquisa. 85 pessoas responderam. E as conclusões prévias são interessantíssimas.
Menos de 10% dos entrevistados está 100% satisfeito com seu corpo. Quase todo mundo mudaria algo, se pudesse. Alguns realmente podem - tirando um que colocou que "seria mais alto", as mudanças apontadas se dividem entre mudanças que só dependem da força de vontade, tipo "perder barriga", "perder uns 5 kg", e mudanças que só podem ser resolvidas em sala de cirurgia.
Ou com a plena aceitação de que "seu nariz é assim mesmo e ei! qual é o problema??".
Né, Rossy?
Fiz outras perguntas sobre relacionamentos e trabalho (na verdade, trabalho também é uma forma de relacionamento) e quase metade dos entrevistados está insatisfeita com o trabalho. Tenso, né não? Alguns estão fazendo algo para mudar esse quadro, outros admitem não fazer nada pra sair dessa situação. A maioria mesmo não se diz presa num relacionamento que não te deixa feliz - mas não está completamente satisfeita com trabalho ou com o corpo. Hum. E ainda dizem que não têm questões de autoestima a resolver.
* * *
Vou contar uma historinha. Aos 16 anos, surgiu meu primeiro fio de cabelo branco - que eu, prontamente, arranquei. Não nasceram 7 no lugar - quer dizer, sim, nasceram, mas não porque o pioneiro foi arrancado, e sim porque herdei os genes da canície tanto do meu pai quanto da minha mãe. Não apenas 7, mas... vários!
Os primeiros, eu arrancava. Os seguintes, passei a pintar. Foi recentemente, aos trinta e dois anos (estou com trinta e quatro) que me percebi num ponto muito atípico para as senhoritas da minha idade: tenho muito mais cabelos brancos que suas mães. E mais: PINTAR NÃO DISFARÇA CABELO BRANCO COISÍSSIMA NENHUMA. Aquelas mechas e mais mechas prateadas vão aparecer, ou porque o tonalizante desbotou, ou porque seu cabelo cresceu em duas semanas o suficiente pra todo mundo ver que você é grisalha.
Eu mudaria meus cabelos brancos se pudesse? Vamos aceitar a realidade: EU.NÃO.POSSO. Então a resposta é 'não'.
E quer saber? Dane-se. Dane-se a "necessidade" de pintar cabelo - variar a cor por diversão é muito legal! Farei sempre! Mas... eu PRECISO disfarçar a "idade"? E eu lá tenho IDADE, cacete? E se tivesse, tinha que disfarçar por que? E naonde que cabelo grisalho é feio, meu deus? Olha isso aqui e me fala na cara que é feio...
Agora, se liga: pro meu "problema", não há solução. Não há força de vontade ou tratamento que me faça voltar a ter cabelos castanhos. Pintar é um disfarce (malfeito), é um paliativo ruim. O que fiz, então?
REALCEI. Tou lôra de mechas. O que vocês gastam 160 reais pra fazer no salão, eu tenho de nascença. Como resultado, meus cabelos estão mais bem tratados (sem tinta... apenas umas mechas de 4 em 4 meses). As pessoas ESTÃO elogiando a nova cor (mas é claro! seu cabelo natural é o que MAIS combina com seu tom de pele, sempre). NINGUÉM diz que eu não retoco raiz há meses, porque as mechas se integraram ao grisalho. E se eu quiser variar depois e tonalizar de outra cor, OKAY, o que importa é que estou bem resolvida com meu, aham, "problema".
Se isso não é ter autoestima, não sei mais o que é.
* * *
E não é só isso. Ainda tem mais. Trabalho, relacionamento amoroso, relação com os outros... vou contando as historinhas aqui, ao longo das próximas semanas, de como resolvi alguns problemas de autoestima.
Tomara que isso te inspire a resolver os seus.
Mas tomara, tomara MESMO, que você não os tenha.
(problemas de autoestima, claro. porque cabelo branco vai chegar de qualquer forma, espera só pra ver)
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segunda-feira, março 26, 2012
sexta-feira, março 16, 2012
O fabuloso modelo de negócios baseado em e-books
Aqui no Brasil parece que não descobriram isso ainda. Não sei se porque aqui demoraram demais para descobrir o e-commerce, se brasileiro ainda prefere comprar com boleto em vez de botar o cartão de crédito na internet, se porque Kindle e afins ainda são gadgets caros e não popularizaram por essas bandas, se brasileiro não tem o hábito de ler - que dirá, o hábito de ler pdf! -, o fato é que aqui ainda não percebi muito essa cultura do e-book, especiamente o e-book de autoajuda. E gringo faz isso incrivelmente bem.
Pesquise na internet - existem centenas de empreendedores online, com especializações diversas (produtividade, empreendedorismo, minimalismo, vida zen, hábitos saudáveis, etc) que VIVEM, digo VIVEM da venda de seus e-books, cursos, seminários via internet, consultorias e coachings, mandam newsletters diárias de como transformar seu blog num sucesso, como dar adeus ao seu emprego, como conseguir acordar cedo (esse eu comprei e nunca consegui botar em prática). E as dezenas de blogs de coaching se unem pra fazer uns pacotes de e-books e cursos e eu, claro, acabo comprando. Porque em pdf sai bem mais barato, e também porque é material de pesquisa pro Projeto AutoAjuda.
E existe todo um mercado gringo de e-books. Funciona mais ou menos assim: o cabra tem um blog. E escreve um e-book que vende por alguns bons dólares. E uma versão redux do e-book que ele dá de graça se você assinar o mailing dele, então você vai lá e assina, recebe updates do blog (e clica pra ler mais na página, gerando tráfego), e em algum momento ele resolve vender o e-curso com e-mails exclusivos, mais um e-book e acesso a vídeos, tabelas, etc. E criando toda uma rede de apoio de outros blogs correlatos, pra fazer mega-promoções de vários e-books pela metade do preço por 72h, se aproveitando de todos os mailings de todos esses blogs.
Parece besteira, mas é um povo que está aí, ganhando seis dígitos por ano (em dólar, ainda por cima), vivendo de espalhar sua sabedoria online. E é um modelo de negócios que eu vejo pouco por aqui - até agora, acho que só vi o Dinheirama fazendo isso.
Devem ter outros.
O que vocês me indicam?
Pesquise na internet - existem centenas de empreendedores online, com especializações diversas (produtividade, empreendedorismo, minimalismo, vida zen, hábitos saudáveis, etc) que VIVEM, digo VIVEM da venda de seus e-books, cursos, seminários via internet, consultorias e coachings, mandam newsletters diárias de como transformar seu blog num sucesso, como dar adeus ao seu emprego, como conseguir acordar cedo (esse eu comprei e nunca consegui botar em prática). E as dezenas de blogs de coaching se unem pra fazer uns pacotes de e-books e cursos e eu, claro, acabo comprando. Porque em pdf sai bem mais barato, e também porque é material de pesquisa pro Projeto AutoAjuda.
E existe todo um mercado gringo de e-books. Funciona mais ou menos assim: o cabra tem um blog. E escreve um e-book que vende por alguns bons dólares. E uma versão redux do e-book que ele dá de graça se você assinar o mailing dele, então você vai lá e assina, recebe updates do blog (e clica pra ler mais na página, gerando tráfego), e em algum momento ele resolve vender o e-curso com e-mails exclusivos, mais um e-book e acesso a vídeos, tabelas, etc. E criando toda uma rede de apoio de outros blogs correlatos, pra fazer mega-promoções de vários e-books pela metade do preço por 72h, se aproveitando de todos os mailings de todos esses blogs.
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